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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

MONOGRAFIA - UMA ANÁLISE BREVE DA ATUAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA NA ATIVIDADE NÁUTICA DE LAZER.- PARTE II


Nestes 10 anos de atuação do CENAB, algumas metas foram atingidas in totum ou de forma parcial, enquanto outras tiveram resultados negativos. A atração de regatas foi um desses objetivos cujo resultado foi plenamente alcançado. Alguns dos mais importantes eventos do mundo náutico têm hoje a cidade de Salvador como destino ou passagem de seus veleiros. Os atrativos dos mares baianos e os aspectos culturais e naturais circulam hoje pelo mundo em artigos veiculados em revistas náuticas, oferecendo maior visibilidade às excepcionais condições da BTS e do restante do litoral baiano para a prática do lazer e esportes náuticos. Dessa forma, mais visitantes serão atraídos para a Bahia, aumentado o fluxo de divisa na economia local.

O Raliye des Iles du Soleil, um dos mais importantes desses eventos, aporta todos os anos em Salvador, durante o mês de dezembro, desde 1996, ficando até a semana do Carnaval. A participação gira em torno de 30 veleiros, com uma média de 4 tripulantes por barco. Não é uma regata, é um cruzeiro coletivo, onde os barcos partem da França com escalas nas Ilhas Canárias, Dakar no Senegal e Cabo Verde, descendo o Atlântico Sul até Salvador. O que caracteriza esse evento é a prolongada estadia na capital baiana, de onde os tripulantes vão em busca de outros pontos turísticos do Estado.

                                             Raliye des Iles du Soleil - SALVADOR - BAHIA
           http://tangatamanu.wordpress.com/2011/03/04/o-que-podemos-aprender-com-o-rallye-iles-du-soleil/


A Jacques Vabre é uma regata de alta performance, com ampla cobertura da imprensa especializada, realizada de 2 em 2 anos. O local de partida é a cidade de Le Havre na França, com chegada em Salvador – Bahia. Competem 5 classes de barcos, cada uma com 2 tripulantes, entre monocasco e multicasco.

                                            BARCO DA JACQUES VABRE - SALVADOR - BAHIA
 http://www.comunicacao.ba.gov.br/conteudo/paginas/ciclo-de-regatas-na-bahia-veleiro-foncia-vence-classe-imoca-na-jaques-vabre/

Outra competição, a Transat 6.50, a exemplo da Jacques Vabre é realizada de 2 em 2 anos, no mesmo período. Partida de Fort-Boyard, França, com escala na Ilha da Madeira e depois Salvador. É uma regata em solitário, corrida com barcos de 6,50 m.

                                   BARCOS DA TRANSAT EM SALVADOR - BAHIA
http://www.comunicacao.ba.gov.br/fotos/2007/10/30/alunos-do-colegio-vale-dos-lagos-visitam-velejadores-da-regata-transat-6-50/alunos-do-colegio-vale-dos-lagos-visitam-velejadores-da-regata-transat-6-50-3/view

Em 2006, o CENAB captou outro evento; a antiga regata Cidade do Cabo / Rio de Janeiro, hoje denominada Cidade do Cabo / Salvador. É uma regata aberta à participação de diversas classes, desde barcos de cruzeiros, mais lentos, a modernos veleiros de regatas. A largada acontece na Cidade do Cabo, na África do Sul, vindo direto para Salvador.

Em contrapartida, a captação desses eventos internacionais, o CENAB relegou a um segundo plano a promoção das competições náuticas locais, principalmente as vinculadas às tradições culturais dessa cidade. Não operacionalizou entre as suas metas de trabalho a preservação da memória náutica da Bahia com foco nos saveiros e na arte naval empregada para construí-los e recuperação de acervo documental da CNB.

O exemplo mais significativo dessa situação é a Regata João das Botas. Criada em 1969 pela Marinha de Guerra do Brasil (MB) como instrumento para a preservação dos saveiros (figura 20), nesse momento, já em franca decadência, correndo risco de extinção. O nome do evento é uma homenagem a João das Botas, que desempenhou importante papel como comandante da eclética frota de embarcações locais que duelou contra os navios portugueses nas batalhas pela Independência da Bahia. A iniciativa da Marinha de Guerra do Brasil acrescenta, mas em virtude da importância do saveiro para nossa história e cultura, quem deveria estar à frente de um evento dessa natureza tem que ser o Governo Baiano.

                                                            REGATA JOÃO DAS BOTAS

                                     http://blog.abvc.com.br/page/7/  
                                                  
A Regata João das Botas em diversas ocasiões não foi realizada por falta de patrocínio ou apoio de outras entidades. Participam desse evento saveiros de vela de pena e de içar; escunas e canoas. Nas últimas edições foi notória uma participação insignificante de escunas e canoas (figura 21). As escunas são barcos de geometria naval clássica e quando a todo pano, ou seja, com todas as velas içadas, oferecem um belo espetáculo plástico àqueles que estão assistindo a competição náutica. Não competem mais em virtude dos custos para manter de prontidão um barco de grande porte, como são as escunas, sem estímulo aos seus proprietários ou aos mestres. Nesse momento é que deveria entrar o Estado em auxílio a MB, criando fórmulas que viabilizem a participação das escunas na Regata João das Botas, oferecendo prêmios aos seus mestres e marinheiros ou ajuda de custo aos proprietários.             
                   

                                                          ESCUNA DA BAHIA



                                                               CANOA TÍPICA DA BAHIA
                                       http://tangatamanu.wordpress.com/2011/01/


                                              REGATA JOÃO DAS BOTAS
                                   http://www.nectonsub.com.br/wordpress/archives/5276
                          
                                            REGATA JOÃO DAS BOTAS
                                 http://www.nectonsub.com.br/wordpress/archives/5276



MARGARIDA E JOSEMAR
                                    





                         

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