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quarta-feira, 28 de setembro de 2011



NESSA PARTE DO NOSSO TRABALHO MONOGRÁFICO, APRESENTAMOS A CONCLUSÃO E ROTEIROS PARA QUE A BAHIA POTENCIALIZE A EXPLORAÇÃO DA ATIVIDADE NÁUTICA DE LAZER EM TODAS AS SUAS VERTENTES, GERANDO RENDA, EMPREGO E SUSTENTABILIDADE PARA A POPULAÇÃO BAIANA.


JOSEMAR



10. CONCLUSÃO

  
O lazer náutico constitui uma atividade econômica com grande potencial multiplicador de renda, emprego e tributos, ou seja, quando se adquire uma embarcação, antes houve ocupação de um estaleiro para construí-la, logo após, serão adquiridos equipamentos mecânicos e eletrônicos para equipá-la. Na fase operacional do barco haverá a necessidade de contratar os serviços de uma marina e, possivelmente, de um marinheiro. Durante sua vida útil, recursos serão utilizados nos serviços de manutenção preventiva e consertos de avarias.
O litoral Baiano, com 932 km, é o mais extenso do Brasil, com um clima tropical Atlântico e onde estão localizadas a primeira e a terceira baía do País, a Baía de Todos os Santos e de Camamu, respectivamente. Neste cenário, desde o século XVII, prosperava uma intensa indústria naval, de onde saia inúmeros galeões, colocados entre os maiores desse tempo. Mas, hoje o nosso mercado náutico em números relativos está aquém de outros estados com menor potencial.
O governo do Estado, em conjunto com a Prefeitura de Salvador e demais municípios do entorno da Baía de Todo os Santos (BTS), deve promover medidas eficazes, as quais serão listadas adiante, no sentido de potencializar o mercado náutico da Bahia, transformando-o em um rentável segmento econômico, impactando diretamente a qualidade de vida da população do Estado de maneira positiva. Essas medidas, a serem implementadas na BTS, objeto de estudo dessa monografia, devem ser estendidas as demais localidades do Litoral Baiano, no que couber.

a) MARINAS E ATRACADOUROS:
  
1) Proporcionar incentivos financeiros e estruturais, tornando atraente a construção  de marinas por empreendedores privados em locais previamente estudados em relação aos aspectos ambientais e de viabilidade econômica e urbana;
2) Construir estruturas náuticas simplificadas, permitindo o acesso da população  mais carente ao mar. Este é mais um meio de socialização para a náutica;
3) Além das reformas dos terminais marítimos de passageiros já existentes no entorno da Baía de Todos, outros devem ser construídos, facilitando o desenvolvimento do turismo náutico nessa área;
4) Retomar estudos, inicialmente realizados pela CONDER – Companhia de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Salvador, em 1981, quanto a viabilidade de construir um terminal de ferry boat  no interior da Baía de Aratu. Abriria mais uma frente para o turismo náutico.

b) CULTURA NÁUTICA
1) O Governo da Bahia deve não apenas recuperar a memória documental da extinta CNB, também, enquanto há tempo, entrevistar comandantes e tripulantes de navios da mesma, buscando o resgate da memória imaterial. Tudo isso, mais a história da construção naval na Bahia, constituem-se em importante acervo para a implantação de um museu náutico;
2) Construir duas réplicas de cada saveiro já extinto em estaleiros do Recôncavo Baiano, para participarem de regatas diversas no Estado ou outras atividades culturais. Os recursos podem ser alocados junto à iniciativa privada, principalmente aos empreendimentos localizados às margens da Baía de Todos os Santos. Seria uma espécie de bônus cultural que essas empresas teriam com o Estado;
3) Tanto o Governo Estadual como o Municipal devem participar diretamente da organização da Regata de Saveiros João das Botas, pela importância cultural do evento em pró da preservação dos saveiros. A Marinha de Guerra do Brasil é quem atualmente está à frente dessa regata. É relevante a participação de outros veleiros que não sejam saveiros e canoas, as  inscrições cobradas seriam revertidas em premiação aos saveiristas, além de proporcionar maior visibilidade ao evento, o que atrairia mais patrocinadores.

4) Construir uma embarcação clássica armada em escuna, seria um Tall Ship com recursos da iniciativa privada ou de pessoas físicas interessadas em cultivar a cultura náutica no Estado. Essa embarcação, cujo nome deve ser Bahia ou Baía de Todos os Santos, para participar de eventos locais ou internacionais, divulgando a Cultura Baiana e itens da pauta de exportação do Estado.


5) A realização de um festival náutico internacional em Salvador no Verão seria mais um atrativo turístico. O evento pode ter duração de um mês, com regatas, inclusive de Tall Ships, navios à vela clássicos com grande número de tripulantes, pesca oceânica, mergulho contemplativo a naufrágios, salão náutico, círculo de conferências ligados ao mar e outros;


6) Festas a exemplo da Procissão do Bom Jesus dos Navegantes, realizada no primeiro dia do ano, deve promover atividades paralelas, como concurso de ornamentação e animação, o que permitiria mais uma atração para os pacotes turísticos para o ano novo em Salvador.
c) INDÚSTRIA NÁUTICA
  
1) Concessão de incentivos fiscais e de infraestrutura para que estaleiros e indústrias de equipamentos náuticos, a exemplo de coletes salva vidas, cabos diversos, velas, âncoras se instalassem no Estado.

d) SERVIÇOS DE SALVATAGEM
  

O Governo Baiano deve realizar estudo com intuito de criar um grupamento naval no âmbito da Policia Militar com capacidade de efetuar ações de salvatagem e patrulhamento, não só em águas abrigadas como também em águas costeiras. Essa atitude permitiria um maior espectro de segurança aqueles que vão ao mar por lazer ou sustento. Um exemplo similar de relação custo benefício favorável é o grupamento aéreo da Polícia Militar da Bahia.


e) CAPACITAÇÃO TÉCNICA
  
1) Promover estudos para a implantação de curso de graduação em engenharia naval, bem como, de níveis básico e profissionalizante.
2) A Capitania dos Portos do Estado da Bahiadisponibilizar informações detalhadas de caracterização das mesmas, dados estes que servirão não só a esta instituição, como a outros interessados.



JOSEMAR E MARGARIDA

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