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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

MONOGRAFIA - UMA ANÁLISE BREVE DA ATUAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA NA ATIVIDADE NÁUTICA DE LAZER PARTE IV


Portanto, percebe-se que se está perdendo recursos econômicos e financeiros na relação de trocas com outras regiões no segmento da náutica de lazer. A produção artesanal de embarcações, em sua maioria armadas em escunas, oriundas de diversos estaleiros localizados na BTS, Valença e Baía de Camamu, vendidas para outros estados e em menor escala para o exterior e mercado local, não tem peso suficiente para contrabalançar o déficit nas relações de trocas entre a Bahia e outros estados nesse segmento produtivo.
                     
                                               ESTALEIRO ARTESANAL - CAMAMU - BAHIA
                                 http://veleirofirulete.blogspot.com/2010/08/camamu.html


                                               ESTALEIRO ARTESANAL - CAMAMU - BAHIA
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                                    CANOA CONSTRUIDA DE UM SÓ PAU - CAMAMU - BAHIA
                                           http://veleiroeasygoing.blogspot.com/


Um outro exemplo prático é a construção de duas embarcações no estado de Santa Catarina para atender a atual concessionária do serviço de ferry boat da travessia aquaviária entre Salvador e Ilha de Itaparica, quando as mesmas poderiam ser construídas em estaleiros baianos, a exemplo do Corema que dispõem de infraestrutura necessária. Além desse fato, essa concessionária doca suas embarcações no vizinho estado de Sergipe.

                   FERRY "IVETE SANGALO" CONSTRUIDO EM SANTA CATARINA


A área de planejamento do Governo Estadual deve diligenciar esforços entre a Secretaria de Indústria e Comércio e a Secretaria da Fazenda no sentido de implementar mecanismo de política fiscal, gravando a entrada de barcos novos em território Baiano, construídos em outras unidades da Federação e simultaneamente oferecer incentivos fiscais a esses estaleiros para se instalarem aqui. É a prática de política de emprego e renda, e acima de tudo, defesa dos interesses do Estado. 


O CENAB foi dissolvido em 2007, em troca o atual Governo sinaliza nova investida em relação ao desenvolvimento do segmento náutico de lazer no Estado, preconizada pelo
Decreto nº 11.125 de 03 de julho de 2008, que institui grupo de trabalho com essa finalidade. Espera-se que este novo ato venha realmente dar contorno estruturante a náutica de lazer no Estado.

Tudo que foi relatado neste capítulo, para gerareficácia se faz necessário a presença de profissionais de nível elementar a especializado, oferecendo suporte ao desenvolvimento da atividade náutica de lazer. O Governo do Estado da Bahia deve realizar gestões junto às Universidades Estaduais e Federais no sentido de criar curso superior de engenharia naval, que atenderia não só a construção de embarcações voltadas ao lazer náutico, mas também aos estaleiros de embarcações de grande porte. Nesse contexto não pode ser relegado os cursos profissionalizantes nessa área. A Universidade Federal da Bahia está implementando a criação do curso de Engenharia Naval, a nível especialização, lato sensu. É uma iniciativa importante, não desprezando a criação do curso de graduação em Engenharia Naval



MARGARIDA E JOSEMAR
 

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