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terça-feira, 14 de janeiro de 2025

ARTIGO - MATHEUS OLIVA - O BRASIL À DERIVA

Artigo: O Brasil à Deriva

Por Matheus Oliva

Tribuna da Bahia, Salvador

29/12/2025 14:0116 dias, 2 horas e 31 minutos



Foto: Divulgação/Ascom

Na encruzilhada entre liderança e irrelevância, o Brasil escolheu a irrelevância. Enredado em uma barafunda regulatória e tributária que alimenta a crise dos, e entre os, poderes, enfraquecendo valores democráticos, o país se reduz ao mínimo papel de mero fornecedor orgulhoso de alimentos in natura para o mundo. Distraído por debates ideológicos obsoletos e incapaz de enfrentar os desafios de um cenário internacional tecnológico e inovador, o Brasil assemelha-se a um barco à deriva, com a bússola quebrada e sem sinal de GPS. Essa falta de rumo reflete-se diretamente na inflação que corrói os bolsos dos cidadãos e empobrece a economia como um todo. Paradoxalmente, enquanto se exalta a abundância de recursos naturais, grande parte dessa riqueza é consumida por estrangeiros, amparados por poder de compra e planejamento estratégico que o Brasil não consegue emular.

A falta de protagonismo do Brasil se reflete na incapacidade de mitigar os impactos de fatores externos. O World Container Index (WCI) registrou um aumento de 8% na semana de 19 de dezembro de 2024, em rotas mais estratégicas, o aumento foi acima de 25%. O custo médio global do frete atingiu US$ 3.803 por container de 40 pés. Esses valores, embora 63% abaixo do pico pandêmico, ainda são 168% superiores às médias pré-pandemia, de acordo com a Drewry, firma inglesa de consultoria marítima.

Custos dos fretes marítimos pressionam os custos internos, já que o Brasil depende de insumos importados para sua indústria. Em vez de modernizar sua infraestrutura logística e aumentar o valor e a competitividade de suas exportações, o país permanece isolado em portos congestionados, ferrovias insuficientes e rodovias precárias, vendendo seu solo onde tudo há de nascer.


O Contraste com a China

Enquanto o Brasil patina, a China avança com uma estratégia bem executada. Empresas como Xiaomi e BYD lideram o mercado global de VEs e simbolizam o avanço tecnológico do país. Fábricas “escuras”, sem funcionários e sem luz, inteiramente automatizadas, aumentam a produtividade e reduzem custos. A construção de uma frota de 170 navios para exportação de automóveis reforça a força do país, permitindo que a China domine mercados globais. Esse contraste é gritante. O Brasil se acomoda em sua abundância de recursos naturais, enquanto a China transforma esses mesmos recursos em produtos de alto valor agregado.

Geopolítica e Irrelevância Brasileira

Conflitos em regiões estratégicas, como o Mar Vermelho e o Canal Suez, destacam a fragilidade do comércio global. Para o Brasil, que depende de rotas estáveis para exportar commodities e importar insumos, essas instabilidades representam riscos diretos à economia.
Apesar disso, o Brasil não assume qualquer papel relevante nessas discussões. O país, que poderia liderar a integração comercial na América Latina e atuar como mediador em crises globais, permanece ausente, preso a disputas internas e desarticulado em sua política externa.

O Brasil Que Deveria Ser

O Brasil tem tudo para liderar: recursos, mercado interno robusto e posição estratégica. Mas liderança exige visão e ação. É necessário simplificar regras tributárias, regular atividades de maneira estadista ao invés de idealista, reduzir ultrajantes despesas do custo Brasília para investir em infraestrutura, educação e saúde e buscar integração estratégica nas cadeias globais de valor.

Apegado a debates ideológicos que consomem energia sem resultado, o Brasil permanece sendo uma promessa não cumprida. Para competir no mundo de amanhã, o país precisa, no mínimo, se localizar entre sul e norte, ocidente e oriente para sair da deriva e traçar uma rota de navegação segura. O dia para isso é ontem.

Um 2025 melhor que 2024 para todo o Brasil!

Matheus Oliva
Empresário do Setor Marítimo

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

ARTIGO - MATHEUS OLIVA - DEMOCRACIA: O PESO DA POPULAÇÃO E O LIMITE DA LIBERDADE

MATHEUS OLIVA TRAÇA UM PARARELO, NOS TEMPOS DE HOJE, DOS DOGMAS DA DEMOCRACIA VERSO SEU PILAR CENTRAL, A LIBERDADE.E MAGNITUDE POPULACIONAL DE UMA NAÇÃO. EXCELENTE TEXTO, COMO SEMPRE. VAMOS A LEITURA.

O futuro da democracia, portanto, não está apenas em suas instituições, mas no coração e na mente de seus cidadãos, individualmente. Líderes políticos e cidadãos anônimos têm que estar à altura desse desafio.

A SEGUIR O LINK DO CORREIO DA BAHIA, ONDE O ARTIGO FOI PUBLICADO.


 


https://www.correio24horas.com.br/colunistas/matheus-oliva/democracia-o-peso-da-populacao-e-o-limite-da-liberdade-1124


MATHEUS OLIVA


Democracia: o peso da população e o limite da liberdade

Enquanto nações menores mantêm democracias vibrantes, as meganações enfrentam crises institucionais que enfraquecem seus sistemas democráticos

Matheus Oliva



Publicado em 22 de novembro de 2024 às 10:21



As democracias em crise Crédito: Divulgação Matheus Oliva


O V-Dem Report 2024, iniciativa da Universidade de Gotemburgo, Suécia, apresenta uma análise global dos estágios de autocracias e democracias, indicando tendências alarmantes. Alguns destaques do relatório 2024 são:



I - Componentes da democracia pioraram em mais países do que melhoraram na última década:


(a) A liberdade de expressão deteriorou-se em 35 países em 2023;


(b) A realização de eleições limpas piorou em 23 países e melhorou em apenas 12;


(c) A liberdade de associação foi restringida em 20 países e expandida em apenas 3.



II - O nível de democracia experimentado em 2023 retrocedeu aos níveis de 1985.


III - 71% da população mundial, cerca de 5,7 bilhões de pessoas, vive sob regimes autocráticos, aumento expressivo frente aos 48% de dez anos atrás. Apenas 29%, 2,3 bilhões de pessoas, vivem em democracias liberais ou eleitorais.


A democracia, que define cada indivíduo livre como agente do destino coletivo, perde espaço para o autoritarismo, com sua eficiência hierarquizada e repressora. Grandes nações, portanto, abrigam bilhões de pessoas sob governo centralizado e autoritário. Por outro lado, as democracias mais estáveis florescem em pequenos países com populações homogêneas e bem educadas.


Eis a questão: existe um limite populacional para a eficiência da democracia?


O V-Dem Report 2024 sugere um padrão claro: enquanto nações menores, como Noruega e Dinamarca, mantêm democracias vibrantes, as meganações frequentemente enfrentam crises institucionais que enfraquecem seus sistemas democráticos. Índia, com 1,4 bilhão de habitantes, é um exemplo disso. Embora se orgulhe de ser a maior democracia do mundo, o país enfrenta uma erosão contínua de suas liberdades civis e um aumento na centralização autoritária do poder.



Já a China, sob um modelo autoritário dito de orgulho nacional, utiliza sua máquina burocrática e centralizada para implementar políticas com impressionante brutalidade. Seu milagroso crescimento econômico, redução da pobreza e avanços tecnológicos são frequentemente apontados como um triunfo da centralização. Mas a que custo? Repressão de minorias, subjugação étnica, censura e o controle absoluto do Estado sobre a vida dos cidadãos expõem o alto preço humano desse modelo.


Por outro lado, pequenos países como os nórdicos e a insular Nova Zelândia demonstram que democracias podem ser eficazes quando combinadas com populações bem-educadas, coesas e relativamente pequenas.


Os cidadãos têm maior acesso a seus representantes, a política é mais deliberativa e menos polarizada.


Surge uma questão: existe um limite de diversidade e quantidade populacional para a eficácia da democracia?


A eficiência autoritária, exemplificada pela China, é sedutora em tempos de crise. Quando os governos democráticos enfrentam paralisia política, polarização e lentidão nos processos, as soluções rápidas de regimes autoritários parecem atraentes. No entanto, a história ensina que essa eficiência é frequentemente ilusória. Governos autoritários podem parecer estáveis, mas sua falta de flexibilidade e transparência os tornam frágeis e ilegítimos. Já as democracias possuem a capacidade única de se renovar e se adaptar. Isso exige instituições robustas, cidadãos informados e um compromisso contínuo com os valores componentes de uma democracia.




A polarização que domina o debate político democrático atual mina o essencial. Respeito ao livre expressar, pluralidade e direitos básicos da maioria ficam para trás. Fala-se de gênero e raça, mas esquecem saúde, saneamento e educação, as pautas identitárias encobrem corrupção e desigualdade. Ideologias deterioram e desrespeitam a convivência com o que é estranho. Pautas identitárias ou ideológicas, embora legítimas em certos aspectos, tornam-se divisivas quando colocadas acima da coesão social necessária para enfrentar desafios maiores. É necessário foco no coletivo, não apenas em minorias, mas também em maiorias quantitativas. Aliás, a democracia, por essência, é o governo eleito pela maioria.


A questão insurgente encontra uma resposta paradoxal, não é o tamanho da população, mas a capacidade dessa população de sustentar o processo democrático, que define o sucesso ou o fracasso de um regime. O notório Estadunidense, Henry Kissinger, advertiu em muitas ocasiões, "a legitimidade é a base do poder, mas a governança eficaz é a essência da sobrevivência". Assim como a moeda de uma nação, a democracia é uma abstração utilitária, e seu sucesso em populações grandes dependerá da disposição de investir na única variável que transcende números: o desenvolvimento humano.


O futuro da democracia, portanto, não está apenas em suas instituições, mas no coração e na mente de seus cidadãos, individualmente. Líderes políticos e cidadãos anônimos têm que estar à altura desse desafio.Matheus Oliva é empresário.As democracias em crise Crédito: Divulgação Matheus Oliva


O V-Dem Report 2024, iniciativa da Universidade de Gotemburgo, Suécia, apresenta uma análise global dos estágios de autocracias e democracias, indicando tendências alarmantes. Alguns destaques do relatório 2024 são:



I - Componentes da democracia pioraram em mais países do que melhoraram na última década:


(a) A liberdade de expressão deteriorou-se em 35 países em 2023;


(b) A realização de eleições limpas piorou em 23 países e melhorou em apenas 12;


(c) A liberdade de associação foi restringida em 20 países e expandida em apenas 3.



II - O nível de democracia experimentado em 2023 retrocedeu aos níveis de 1985.


III - 71% da população mundial, cerca de 5,7 bilhões de pessoas, vive sob regimes autocráticos, aumento expressivo frente aos 48% de dez anos atrás. Apenas 29%, 2,3 bilhões de pessoas, vivem em democracias liberais ou eleitorais.


A democracia, que define cada indivíduo livre como agente do destino coletivo, perde espaço para o autoritarismo, com sua eficiência hierarquizada e repressora. Grandes nações, portanto, abrigam bilhões de pessoas sob governo centralizado e autoritário. Por outro lado, as democracias mais estáveis florescem em pequenos países com populações homogêneas e bem educadas.


Eis a questão: existe um limite populacional para a eficiência da democracia?


O V-Dem Report 2024 sugere um padrão claro: enquanto nações menores, como Noruega e Dinamarca, mantêm democracias vibrantes, as meganações frequentemente enfrentam crises institucionais que enfraquecem seus sistemas democráticos. Índia, com 1,4 bilhão de habitantes, é um exemplo disso. Embora se orgulhe de ser a maior democracia do mundo, o país enfrenta uma erosão contínua de suas liberdades civis e um aumento na centralização autoritária do poder.



Já a China, sob um modelo autoritário dito de orgulho nacional, utiliza sua máquina burocrática e centralizada para implementar políticas com impressionante brutalidade. Seu milagroso crescimento econômico, redução da pobreza e avanços tecnológicos são frequentemente apontados como um triunfo da centralização. Mas a que custo? Repressão de minorias, subjugação étnica, censura e o controle absoluto do Estado sobre a vida dos cidadãos expõem o alto preço humano desse modelo.


Por outro lado, pequenos países como os nórdicos e a insular Nova Zelândia demonstram que democracias podem ser eficazes quando combinadas com populações bem-educadas, coesas e relativamente pequenas.


Os cidadãos têm maior acesso a seus representantes, a política é mais deliberativa e menos polarizada.


Surge uma questão: existe um limite de diversidade e quantidade populacional para a eficácia da democracia?


A eficiência autoritária, exemplificada pela China, é sedutora em tempos de crise. Quando os governos democráticos enfrentam paralisia política, polarização e lentidão nos processos, as soluções rápidas de regimes autoritários parecem atraentes. No entanto, a história ensina que essa eficiência é frequentemente ilusória. Governos autoritários podem parecer estáveis, mas sua falta de flexibilidade e transparência os tornam frágeis e ilegítimos. Já as democracias possuem a capacidade única de se renovar e se adaptar. Isso exige instituições robustas, cidadãos informados e um compromisso contínuo com os valores componentes de uma democracia.




A polarização que domina o debate político democrático atual mina o essencial. Respeito ao livre expressar, pluralidade e direitos básicos da maioria ficam para trás. Fala-se de gênero e raça, mas esquecem saúde, saneamento e educação, as pautas identitárias encobrem corrupção e desigualdade. Ideologias deterioram e desrespeitam a convivência com o que é estranho. Pautas identitárias ou ideológicas, embora legítimas em certos aspectos, tornam-se divisivas quando colocadas acima da coesão social necessária para enfrentar desafios maiores. É necessário foco no coletivo, não apenas em minorias, mas também em maiorias quantitativas. Aliás, a democracia, por essência, é o governo eleito pela maioria.


A questão insurgente encontra uma resposta paradoxal, não é o tamanho da população, mas a capacidade dessa população de sustentar o processo democrático, que define o sucesso ou o fracasso de um regime. O notório Estadunidense, Henry Kissinger, advertiu em muitas ocasiões, "a legitimidade é a base do poder, mas a governança eficaz é a essência da sobrevivência". Assim como a moeda de uma nação, a democracia é uma abstração utilitária, e seu sucesso em populações grandes dependerá da disposição de investir na única variável que transcende números: o desenvolvimento humano.


O futuro da democracia, portanto, não está apenas em suas instituições, mas no coração e na mente de seus cidadãos, individualmente. Líderes políticos e cidadãos anônimos têm que estar à altura desse desafio.


Matheus Oliva é empresário.

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

ARTIGO - MATHEUS OLIVA - OS TRILHOS ENFERRUJADOS DA ECONOMIA DA BAHIA - THE RUSTY RAILS OF BAHIA’S ECONOMY

PUBLICAMOS LINK DE ARTIGO DE MATHEUS OLIVA -  OS TRILHOS ENFERRUJADOS DA ECONOMIA DA BAHIA.  https://www.correio24horas.com.br/colunistas/artigo/os-trilhos-enferrujados-da-economia-da-bahia-1024.

FERROVIAS NA BAHIA É ESPECTRO DO OSTRACIMO LOGISTICO QUE ENTRANHA NOSSA COMPETITIVIDADE NOS ÚLTIMOS 19 ANOS, ONDE O FOCO É AGRICULTURA FAMILIAR E UMA PONTE ILUSÓRIA PARA O MOMENTO - SALVADOR - ITAPARICA.

O ARTIGO EM QUESTÃO É RELEVANTE, ALERTANDO PARA O APAGÃO DE COMPETITIVIDADE DA ECONOMIA BAIANA. AS EMPRESAS PORTUÁRIAS LOCALIZADAS NO ESTADO, INTERIOR DA BAÍA DE TODOS OS SANTOS TEM INVESTIDO AMPLAMENTE EM NOVOS PONTOS DE ATRACAÇÃO E EUIPAMENTOS MODERNOS, MAS PELA LEI ECONOMICA DOS RENDIMENTOS DECRESCENTES, SEM MALHA FERROVIÁRIA ADEQUADA, COM O TEMPO, O ESTRANGULAMENTO LOGÍSTICO LEVARÁ TODO ESFORÇO PARA O RALO DO ATRASO.

JOSEMAR 

ECONOMISTA - CORECON 2065

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

ARTIGO - MATHEUS OLIVA - INFRAESTRUTURA: O JOGO JOGADO - ARTICLE - MATHEUS OLIVA - INFRASTRUCTURE: THE GAME PLAYED

PUBLICAMOS ARTIGO DE MATHEUS OLIVA - INFRAESTRUTURA: O JOGO JOGADO - O AUTOR ESCREVE DE FORMA CLARA, CONTEXTUAL, COM CONHECIMENTO DE CAUSA SOBRE UM TEMA ONDE A BAHIA DESCE A LADEIRA DA COMPETITIVIDADE, ANESTESIADA PELO DEVANEIO DE UMA TAL PONTE SALVADOR -  ITAPARICA. TRISTE BAHIA. O CONGESTIONAMENTO DE NAVIOS EM FUNDEADOUROS DA BAÍA DE TODOS OS SANTOS REPRESENTA A REALIDADE FÁTICA. BOA LEITURA.

https://www.faroldabahia.com.br/noticia/infraestrutura-o-jogo-jogado

Atualizado 11/10/2024 | 11:35h

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Infraestrutura: o jogo jogado
Artigos
Infraestrutura: o jogo jogado
Confira o artigo escrito por Matheus Oliva
Por Da Redação
Ás

11/10/2024 | 09:00h

A Bahia não está atrasada no jogo eliminatório da produtividade. Está fora dele. Entrar no jogo da produtividade é fundamental para entrar no campeonato da competitividade. O ganho no campeonato da competitividade é uma melhoria de vida significativa para a população, sobretudo a mais pobre, a mais carente de lideranças em acordo com este conceito. A riqueza da geografia baiana é reconhecida internacionalmente. Aliás, mais internacional do que localmente. Abrange desde ricas minas de ouro até a única mina de urânio do país. Urânio é matéria prima para Usinas de Energia Nuclear. Usinas de energia nuclear são a maneira mais competitiva e segura de produção de energia. Outros recursos energéticos são abundantes, o gás, o petróleo, água corrente em rios caudalosos, ventos e sol constantes. Pujantes são a agricultura, a pecuária, o comércio, os serviços, a indústria, a arte, o turismo e a inovação. Outrora a indústria já foi digna de admiração. Hoje lamentavelmente em franca decadência, sobretudo a eletrointensiva, mesmo com a CHESF por perto. Das suas grandes magnitudes está a Baía de Todos os Santos, um manancial de riquezas que salta aos olhos pela beleza e a qualidade da sua preservação.

Alguém sabe que Salvador é a cidade com maior extensão de vias aéreas para trânsito de drones do mundo? Pois bem, a capital da Amazônia Azul já tem mais de dez pontos de pouso de drones e mais de 40km de vias aéreas homologadas pela ANAC para transporte de carga por drones. A segunda cidade com mais extensão de vias aéreas, no mundo, é Tel Aviv, em Israel, com cerca de 20km. Metade de Salvador. A empresa que conseguiu esta façanha é a SpeedBird Aero, fundada no Texas por um brilhante soteropolitano que foi estudar nos EUA com uma bolsa de estudos concedida devido a sua qualidade esportiva de jogador de Tenis. Pergunte ao CIMATEC, este centro de excelência lato e strictu sensu, localizado próximo à praia de Jaguaribe, um paraíso dos esportes aquáticos de Salvador. Salvador está pronta para o transporte do futuro. Mesmo assim, a Bahia enfrenta altos índices de pobreza e, por consequência, uma violência aterrorizante.

Não admitir que o estado está "fora do jogo" resulta em uma série de falhas estratégicas, de liderança e de aprendizado. O filósofo matemático, Reneé Descartes, com seu "Discurso sobre o Método", utiliza a dúvida, o ceticismo e a fragmentação das partes para a busca da verdade. Fragmentar problemas, como num quebra-cabeça, facilita o entendimento de cada parte para o encaixe das peças de maneira mais rápida que acabará por contribuir para a visão do todo. É preciso separar cada problema em seu quadrado. Sem essa abordagem cartesiana elementar, a administração pública do estado continuará sendo engolida pela areia movediça dos problemas sem soluções.

No quebra-cabeça apelidado de “Enigma Baiano” a gestão de infraestruturas é sofrível. A Bahia é exemplo do conceito de "desaprendizado organizacional", formulado por William H. Starbuck, prolífico nonagenário, bacharelado em Física pela Universidade de Harvard e PhD em Administração Industrial pelo Instituto de Tecnologia Carnegie. Seu conceito, essencial para enfrentar desafios de gestão publica ou privada, evidencia que a falta de preparação adequada e as respostas ineficazes a crises levam a resultados sociais negativos e exacerbam problemas como desemprego e instabilidade social. A discussão sobre estratégias proativas de gestão de crises é crucial para enfrentar as mazelas sociais e criar um ambiente em que o estado tenha condições para voltar ao jogo da produtividade.

Desaprender o que se desaprendeu e retornar aos trilhos do aprendizado das regras de como o jogo é jogado é a via para a sociedade baiana prosperar em suas ambições nas suas diversas dimensões. Os eixos ferroviários e rodoviários nacionais expõem a falta de lógica na utilização das infraestruturas existentes e das condições naturais geográficas. As duas mais extensas rodovias do país, BR 101 e BR 116, próximas ao litoral, são prova da curta visão de desenvolvimento de tão vasto território. Próximas entre si e à costa marítima, as custosas e ineficientes rodovias jogam um jogo de "perde-perde" com a cabotagem, criaram um imenso corte segmentando e impedindo o desenvolvimento do oeste do país. Na Bahia, com seu extenso litoral, para piorar, criou-se uma ferrovia denominada Centro-Atlântica (FCA - Ferrovia Centro Atlântica) incorporada ao balanço da Cia. Vale do Rio Doce S/A, hoje Vale S/A, no processo de privatização da Rede Ferroviária Federal S/A nos anos 90. Esta ferrovia, no território baiano, diferentemente do mineiro, é praticamente nula como “centro-atlântica”, concorrendo com as BR 101 e 116 e ainda com a cabotagem no sentido longitudinal, nada “vem do centro para o Atlântico” e vice versa. A exceção são toneladas de magnesita de uma mina deste minério, em Brumado, acessando cara e lentamente o porto de Aratu. Em Minas Gerais, esta ferrovia serve ao porto do estado do Espírito Santo, por ali sim, liga o centro de MG ao Atlântico. A hipertrofia de alternativas de transporte sentido Norte – Sul é causa de atrofia latitudinal. Uma crise crônica de insuficiência logística. A logística é o pulmão da produtividade, de tão atrofiado e agonizante, na Bahia, o asmático acesso ferroviário ao porto de contêineres em Salvador necrosou, foi destruído e em consequência a produção pujante de algodão no oeste baiano é escoada para mercados internacionais via porto de Santos. A Bahia não tem pulmões para disputar o jogo da produtividade.

Em anúncio divulgado publicamente aos 28 dias de novembro do ano 2019, a Advocacia Geral da União - AGU, divulgou para a imprensa um acordo da VLI, concessionária da FCA, com o Ministério Público Federal - MPF, em função de conduta lesiva aos entes públicos comprovada em pareceres da União, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT e da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT. O acordo foi de R$ 1,2 bilhões a serem pagos pela VLI aos entes públicos em 10 anos. De lá para cá nada foi divulgado sobre o pagamento e destinação de recursos. Sem transparência não há solução.

A VLI é uma sociedade de participações tendo como maior acionista a Brookfield Asset Management, firma de capital canadense que iniciou sua jornada de empreendedorismo fora do Canadá, funda em São Paulo, há cerca de 130 anos, como investidores da São Paulo Tramway Company, portanto a empresa dona da VLI hoje, à época, era dona dos transportes públicos urbanos ferroviários da cidade de São Paulo, eterna locomotiva do país. Noperíodo histórico, entre 1880 e 1950 o Brasil recebeu recursos de diversas empresas e de investidores anglo-saxões e seus descendentes para criação de uma eficiente malha urbana de transporte ferroviário para a população das suas cidades. Não à toa, chamamos os vagões elétricos sobre trilhos de bonde. No Rio de Janeiro, o visionário empreendedor norte americano, Percival Farqhuar, defenestrado pela ditadura xenófoba-ufanista convicta de Getúlio Vargas, imoplementou práticas de capitalismo civilizado com a oferta de títulos de dívida própria companhia aos usuários do transporte. Para isso divulgava os títulos, chamados no jargão financeiro de C-Bonds, em anúncios de papel colados nos vagões. A população carioca, peculiarmente, então, passou a chamar o veículo de Bond, tornando-se hoje verbete de dicionário: Bonde. Em nossa Salvador, cometemos o crime lesa patrimônio histórico de destruirmos a Sé para passagem do bonde. Em seguida vieram as montadoras de automóveis americanas e européias e o Brasil, a partir de 1950, abandonou os trilhos da competitividade dos transportes baseados em trilhos e energia elétrica, para abraçar asfalto, o petróleo com pneus e automóveis. Ao invés de soma, houve aniquilação. Esse pernicioso modo de pensar abriga boa parte dos cérebros brasileiros. Esforços e conquistas passadas não se somam ao presente. Salvador é um exemplo clássico de como não preservar, não melhorar e não embelezar. Não há uma linha histórica que se comunique no tempo em seus investimentos urbanos em mobilidade, preservação e avanço social. Na melhor acepção da expressão coloquial, a primeira capital do Brasil é um mangue de puxadinhos e puxadões de diversas naturezas. Mesmo tendo o urbanismo como cátedra de orgulho do corpo docente da UFBA. O PhD norte americano, sem estudar a nossa história, desenvolveu a teoria que nos explica, o “desaprendizado organizacional”.

Em anúncio ao público, em 27 de agosto do corrente, a VLI informa que R$ 30 bilhões serão investidos em sua malha ferroviária incluindo “2,5 quilômetros” no acesso ao porto de Aratu. É complicado entender essa razão matemática como algo de benefício quando na mesma proposta, porém omitida em seu anúncio, a VLI pretende descontinuar mais de 2.200 quilômetros de sua malha ferroviária, grande parte na Bahia. Também é bastante difícil encontrar a devida transparência de como, quando e onde serão aplicados esses recursos magnânimos de 3 dezenas de bilhões de reais. O transporte ferroviário foi propelido pela pujança de uma Inglaterra outrora imperial, hoje a companhia VLI, controlada pelos canadenses descendentes dos ingleses, faz um anúncio para inglês ver. A Brookfield Asset Management se orgulha de ser uma das maiores companhias de gestão de ativos alternativos no mundo. Os governos da Bahia se orgulham de melhorar a vida dos cidadãos. A VLI se orgulha de investir em 2,5km de acesso ao porto de Aratu. A Bahia inteira não se orgulha de estar fora do jogo da produtividade para disputar o campeonato da competitividade.


JOSEMAR 

ECONOMISTA - CORECON 2065

terça-feira, 9 de abril de 2024

SOBRE A ÉTICA, SOBRE A ETIQUETA - ARTIGO PRODUZIDO POR MATHEUS OLIVA - ABOUT ETHICS, ABOUT ETIQUETTE - ARTICLE PRODUCED BY MATHEUS OLIVA

TRANSCREVEMOS NO BLOG VIAJANTE SEM PORTO MAIS UM ARTIGO PRODUZIDO POR MATHEUS OLIVA. BOA LEITURA.

https://www.correio24horas.com.br/colunistas/sobre-etica-sobre-etiqueta-0324


Toda unanimidade é burra - Ética, Etiqueta, Acarajé, Salvador, Bahia, Brasil Crédito: Matheus Oliva

JOSEMAR 

ECONOMISTA - CORECON 2065


sábado, 24 de fevereiro de 2024

ARTIGO - MATHEUS OLIVA - SOBRE O GOL, SOBRE A DEMOCRACIA

ARTIGO ESCRITO POR MATHEUS OLIVA,- SOBRE O GOL, SOBRE A DEMOCRACIA - ONDE TRAÇA PARALELO ENTRE OS CAMINHOS SEGUIDOS PELA NOSSA POLÍTICA EXTERNA E SEGUNDO PLANO EM SOLUCIONAR AS DEMANDAS INTERNAS. 

OUTRO PONTO TOCADO NESTE ESCRITO SE TRADUZ PELO ALINHAMENTO DO BRASIL COM PAÍSES QUE FEREM  A LIBERDADE INDIVIDUAL,

https://www.correio24horas.com.br/colunistas/sobre-gol-sobre-democracia-0224


JOSEMAR

ECONOMISTA - CORECON 2065

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

ARTIGO - MATHEUS OLIVA - SOBRE HIPOCRISIA, SOBRE OPORTUNISMO

PUBLICAMOS ARTIGO DE MATHEUS OLIVA, PELA QUALIDADE E DISCERNIMENTO DO TEXTO. 

ABAIXO, PALAVRAS DO AUTOR.

Sobre Hipocrisia, Sobre Oportunismo 

Feliz Natal e um excelente 2024 de muita saúde, paz de espírito e boa convivência. 

No link meu artigo publicado pelo Correio da Bahia. Algumas questões são muito mais complexas do que parecem… Quem nasceu primeiro? O ovo ou a galinha? 

Boa leitura!

https://presidenteepitacio.com.br/o-oportunismo/

https://www.correio24horas.com.br/colunistas/matheus-oliva/sobre-hipocrisia-sobre-oportunismo-1223


JOSEMAR

CORECON - 2065

terça-feira, 24 de outubro de 2023

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

SOBRE AUTOCRACIA, SOBRE DEMOCRCIA - ARTIGO - MATHEUS OLIVA - SOBRE AUTOCRACIA, SOBRE DEMOCRCIA - ARTIGO - MATHEUS OLIVA

ARTIGO CONSTRUÍDO POR MATHEUS OLIVA - CEO - M.O. MOVIMENTO & OPORTUNIDADE,  DISCERNINDO A RESPEITO DA TENDÊNCIA PREPONDERANTE DA FORMA DE GOVERNO  AUTOCRÁTICA EM RELAÇÃO A DEMOCRÁTICA. ACOMPANHE NO LINK ABAIXO.

https://www.correio24horas.com.br/colunistas/sobre-autocracia-sobre-democracia-1023

REVELA A DISTRIBUIÇÃO, QUALITATIVA, DOS CENÁRIOS, EM TERMOS DE POPULAÇÃO E COMÉCIO GLOBAL. 


JOSEMAR 

ECONOMISTA - CORECON 2065

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

I.A E I.N, UMA REFLEXÃO POR MATHEUS OLIVA, O CAMINHO CIVILIZATÓRIO - I.A AND I.N, A REFLECTION BY MATHEUS OLIVA, THE CIVILIZATION PATH

ILUSTRATIVO TEXTO PRODUZIDO POR MATHEUS OLIVA. A CORRELAÇÃO ENTE A.I- INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E A.N - INTELIGÊNCIA NATURAL, O CONTRADITÓRIO ENTRE O CRIADOR E A CRIATURA, UMA REFLEXÃO SOBRE NOSSO FUTURO CIVILIZATÓRIO.


https://comlimao.com/2023/07/19/apple-inteligencia-artificial/

https://www.correio24horas.com.br/correio24horas/sobre-inteligencia-artificial-sobre-inteligencia-natural-0923


JOSEMAR

ECONOMISTA - CORECON 2065