EVENTO DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA PRESERVAÇÃO DOS ASPECTOS CULTURAIS E CIVILIZATÓRIOS DA BAHIA, DO SEU POVO, ONDE OS SAVEIROS DURANTE SÉCULOS FORAM A ESPINHA DORSAL NA LIGAÇÃO ENTRE A CIDADE DE SÃO SALVADOR E SEU RECÔNCAVO, TRANSPORTANDO PESSOAS E CARGAS.
MUSEU DO RECÔNCAVO WANDERLEY PINHO
https://aloalobahia.com/noticias/2025/12/05/museu-do-reconcavo-wanderley-pinho-reabre-em-candeias-apos-25-anos/
O BLOG VIAJANTE SEM PORTO, CRIOU UM MARCADOR DENOMINADO RESGATE DA HISTÓRIA NAVAL DA BAHIA, ONDE, COMPILANDO INFORMAÇÕES E RECURSOS IMAGÉTICOS, TENTAMOS HONRAR ESSAS EMBARCAÇÕES, SEUS MESTRES E MARUJOS, QUE DURANTE SÉCULOS NAVEGARAM NESSAS ROTAS MARÍTIMAS.
Abertura ExpAbertura Exposição CRIMINALIZAÇÃO DO SABER / Aula Inaugural ESTALEIRO ESCOLA EMBRIÃOO DO SABER / Aula Inaugural ESTALEIRO ESCOLA EMBRIÃO
13 set - 2026 • 10:00 > 13 set - 2026 • 12:00
Descrição do evento
Ministério da Cultura, Belov Engenharia e Wilson Sons apresentam Exposição “A Criminalização do Saber” gratuita no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho
Mostra imersiva no Museu Wanderley Pinho coloca o saveiro Traquino como símbolo de resistência cultural, enquanto o Estaleiro Escola Embrião lança curso inédito para formar novas gerações de construtores navais.
O Museu do Recôncavo recebe, a partir de 13/09/2026, a abertura oficial da exposição “A Criminalização do Saber”, uma imersão na história, na técnica e na memória das embarcações tradicionais brasileiras, com foco nos icônicos saveiros de vela de içar da Baía de Todos os Santos. A mostra, instalada na cozinha do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, transforma o ambiente em um convite à memória e ao conhecimento, colocando em evidência o ofício dos mestres carpinteiros navais – detentores de um saber que, apesar de reconhecido como patrimônio imaterial de Salvador em 2024, ainda enfrenta desafios de regulamentação e valorização.
A abertura da exposição coincide com a aula inaugural do curso Arquitetura Naval Tradicional, iniciativa do Estaleiro Escola Embrião que marca o início de uma jornada de 240 horas para transmitir os conhecimentos desses mestres às novas gerações.
Uma exposição que navega entre o passado e o futuro
No centro da sala, o visitante se depara imediatamente com o elemento central da narrativa: o Traquino, um saveiro de vela de içar com quatro metros de comprimento. Mais do que uma peça expositiva, ele é apresentado como um símbolo de esperança para a continuidade da cultura da construção naval. A partir dessa embarcação, o curso de Arquitetura Naval Tradicional, previsto para setembro de 2026, utilizará sua construção, comercialização e uso em aulas práticas para gerar recursos financeiros fundamentais para a valorização e salvaguarda dos mestres carpinteiros navais.
O percurso expositivo convida o público a uma viagem detalhada:Imagens e painéis: A mostra é aberta com uma obra do fotógrafo Nilton Souza, que imortaliza uma regata com vários saveiros. Além disso, um painel dedicado aos mestres carpinteiros navais e outro om o detalhamento construtivo do Traquino revelam a engenhosidade por trás de sua estrutura.
Réplicas e escalas: Uma réplica na escala 1/20 da embarcação central permite ao visitante compreender a relação de proporcionalidade entre as maquetes expostas e as embarcações reais, estabelecendo um diálogo direto entre a representação e o real. Outras réplicas em escala reduzida (1/20) estão dispostas ao longo do ambiente.
História e cotidiano: Textos narram um histórico da arte de construir embarcações tradicionais ao longo dos tempos. O visitante também encontra o quadro do saveiro Sombra da Lua – embarcação tombada pelo Iphan em 2012 – exibido com seu plano de linhas, a representação técnica que mapeia a topografia do casco. Uma réplica desse mesmo saveiro, carregando louças de Maragogipinho, que simbolizam o último tipo de carga transportada por essas embarcações rumo à Feira de São Joaquim.
Cozinha a bordo e rotas: Um painel revela os utensílios utilizados para cozinhar a bordo dos saveiros, transportando o visitante da cozinha do casarão para a cozinha dos mestres. Dois painéis em forma de mapa – uma carta náutica e uma montagem visual – evidenciam as diferenças entre as rotas percorridas pelos saveiros e as dos caminhões, destacando contrastes de tempo, distância e custo no transporte de alimentos, e valorizando a eficiência das vias aquáticas.
Ferramentas e movimento: A imersão prossegue com um painel dedicado às ferramentas utilizadas pelos mestres carpinteiros na construção dos barcos utilizando ilustrações de Lev Smarcevski, autor do livro “Graminho, a Alma do Saveiro” .
Arte e referências: O visitante aprecia, ainda, um painel com os croquis do artista que eternizou a graça das embarcações à vela baianas. O percurso conta ainda com um painel que reúne imagens de livros fundamentais para o estudo do tema, acompanhado de uma bibliografia completa.
Curso Arquitetura Naval Tradicional: formando os novos guardiões do saber
O curso, que tem início com esta aula inaugural, é a materialização do projeto Estaleiro Escola Embrião. Com carga horária total de 240 horas (150 práticas e 90 teóricas), a formação está estruturada em quatro eixos principais:Ofício Mestre Carpinteiro Naval: 90 horas práticas, onde os alunos acompanham mestres no processo de construção de um saveiro de vela de içar com 4 metros de comprimento.
Modelismo e Vela: 30 horas práticas, cobrindo medição, corte e costura de vela.
Design Profissional de Embarcações: 90 horas teóricas, abordando desde metodologia de projeto, coeficientes adimensionais, estudo de similar, tipos de cascos, estabilidade, métodos de construção, até sistemas de bordo e gerenciamento de projeto.
Modelagem e Fabricação Digital: 30 horas práticas, com introdução ao software Rhinoceros 3D e fabricação digital.
Cada eixo gerará certificados de formação independentes, e a conclusão de todos os eixos concederá a certificação completa em Arquitetura Naval Tradicional (240 horas). O curso é voltado para jovens adultos, residentes em Salvador, com formação mínima do ensino médio.
Mestres e parceiros: a alma do projeto
O projeto é conduzido por uma equipe de mestres carpinteiros navais reconhecidos, representantes do Registro Especial do Patrimônio Imaterial de Salvador, como Luiz Antônio da Silva, Antônio Miranda da Silva, Gitani Welington da Conceição, Cosme Henrique Mendes Rocha, Nilton Silva dos Reis e Ubiracy Claudio Souza Portugal – este último, projetista do Traquino. A coordenação é de Marcelo Filgueiras Bastos, arquiteto e idealizador do Projeto IÇAR, autor do dossiê que resultou no reconhecimento do ofício como patrimônio imaterial. O engenheiro naval Luiz Felipe de Carvalho e o Arquiteto Naval Cassio Neres também integram o corpo docente.
A proposta do Estaleiro Escola Embrião se alinha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU: ODS 4 (Educação de Qualidade), ODS 7 (Energia Limpa e Acessível), ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico) e ODS 10 (Redução das Desigualdades), ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima).
Serviço:Evento: Abertura da exposição “A Criminalização do Saber” e aula inaugural do curso Arquitetura Naval Tradicional
Data: 13/09/2026
Horário: 10:00 as 12:00
Local: Museu Wanderley Pinho – Via Matoim - Enseada de, Candeias - BA, 43800-000, Brazil
Entrada: gratuita mediante inscrição no link:
Acompanhe também as redes sociais do Projeto IÇAR: @icar.projeto (Instagram e demais plataformas).
Sobre a Exposição “Criminalização do Saber”: Integrante do Projeto Içar III, a exposição reúne uma série de réplicas em escala 1/20 de embarcações tradicionais à vela da Baía de Todos os Santos. A mostra também traça um panorama abrangente da arte do projeto e da construção naval, evidenciando a importância cultural dessas embarcações.
O projeto Içar III é realizado pelo Ministério da Cultura do Brasil, Projeto Içar e MB lab, com patrocínio da Belov Engenharia e Wilson Sons e apoio do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia - IPAC,Governo do Estado da Bahia, Metashape, Brana, Casa do Mangue, Nilton Souza Fotografias, Galeria Lev, Cria Design e Associação Viva Saveiro.
Sobre o Estaleiro Escola Embrião: O Estaleiro Escola Embrião é um projeto piloto que funcionará em formato presencial, com aulas práticas em estaleiros de mestres carpinteiros navais e aulas teóricas com profissionais habilitados. O objetivo é salvaguardar o ofício de Mestre Carpinteiro Naval, integrando saberes tradicionais a tecnologias atuais e práticas ecológicas.
O projeto conta com o patrocínio da Wilson Sons, via Programa de Isenção Fiscal Viva Cultura - Salvador, da Prefeitura de Salvador, Secretaria Municipal da Fazenda – SEFAZ, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo – SECULT e Fundação Gregório de Mattos – FGM e apoio do Colegio da Polícia Militar da Ribeira, Faculdade de Arquitetura da UFBA, Senai Cimatec, Museu do Recôncavo Wanderley Pinho e Associação Viva Saveiro.
JOSEMAR
ECONOMISTA - CORECON 2065