DESDE 2011, ATRAVÉS DO BLOG VIAJANTE SEM PORTO, TRAGO ESCRITOS SOBRE OS RUMOS DA ECONOMIA BAIANA DURANTE O NOVO NAIPE IDEOLÓGICO QUE NORTEIA O ESTADO A PARTIR DE 2007, RUMOS ESTES QUE NÃO SE COADUNAM COM OS CONCEITOS DESENVOLVIMENTISTAS DE MERCADOS E POLÍTICAS PÚBLICAS QUE PAVIMENTAM MEUS CAMINHOS DE ECONOMISTA.
https://badevalor.com.br/economia-baiana-registra-expansao-de-47-no-terceiro-trimestre/
JUNTO AO BLOG, EDITAMOS DIVERSOS ARTIGOS SOBRE O ATRASO LOGÍSTICO PORTUÁRIO E FERROVIÁRIO QUE VARRE A BAHIA, CAUSANDO ESTRANGULAMENTO DE SUA PRODUTIVIDADE E COMPETITIVIDADE. INFELIZMENTE, QUASE 20 ANOS DEPOIS, OS ÍNDICES ESTATÍSTICOS REVELAM QUE O ESTADO VEM PERDENDO DE FORMA ACELERADA POSIÇÕES RELATIVAS REFERENTES AO PIB ENTRE ESTADOS DO NORDESTE E DO BRASIL.
O PROCESSO DE DESINDUSTRIALIZAÇÃO QUE A BAHIA ATRAVESSA, CERRANDO AS PORTAS DE MUITAS INDÚSTRIAS ESTRUTURANTES, É PERVERSO.
COM INTUITO DE ILUSTRAR E REFERENDAR OS FATOS ANTERIORES, TRAZEMOS TRÊS DADOS ESTATÍSTICOS QUE REPRESENTAM A REALIDADE NEGATIVA QUE TENDENCIONA A ECONOMIA BAIANA.
O PRIMEIRO É O ÍNDICE DE INFORMALIDADE, NO QUAL A BAHIA OCUPA A TERCEIRA POSIÇÃO NO BRASIL, JUNTO AO SEGUNDO MENOR RENDIMENTO MENSAL ENTRE TRABALHADORES DO PAÍS. ALIE A ISTO, A TERCEIRA PIOR TAXA DE DESEMPREGO, 8,7%.
OS PORTOS SÃO UM TERMÔMETRO DE UMA ECONOMIA, SE A OPERAÇÃO DIMINUI EM RELAÇÃO AO EXERCÍCIO PASSADO, SIGNIFICA QUE A IMPORTAÇÃO DE INSUMOS E EQUIPAMENTOS FOI REDUZIDA EM VIRTUDE DA FRACA ATIVIDADE ECONÔMICA, ASSIM COMO O ENCOLHIMENTO DOS ÍNDICES DE COMPETITIVIDADE. AFETAM A PERFORMANCE DAS EXPORTAÇÕES.
A MOVIMENTAÇÃO PORTUÁRIA DOS PORTOS PÚBLICOS E TERMINAIS PRIVADOS DA BAHIA ATINGIU A MARCA DE 42,9 MILHÕES DE TONELADAS EM 2025, UMA QUEDA DE 1% EM RELAÇÃO A 2024.
OS PORTOS PÚBLICOS SOFRERAM QUEDAS RESPECTIVAS DE: 8,8 % SALVADOR, 13,3 ARATU E ILHÉUS 7,1 %.
A BAHIA TEM A SEGUNDA MOVIMENTAÇÃO PORTUÁRIA DO NORDESTE, FICANDO ATRÁS DO COMPLEXO PORTUÁRIO DA BAÍA DE SÃO MARCOS, SENDO O FATO RELEVANTE A PERDA DE POSIÇÕES RELATIVAS EM RELAÇÃO A SUAPE - PERNAMBUCO, PECÉM - CEARÁ E AOS PORTOS DO MARANHÃO.
EM SUMA, TODOS ESTES CENÁRIOS NEGATIVOS FUNDAMENTAM OS DEGRADANTES ÍNDICES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO DO NOSSO ESTADO.
LINKS DO BLOG REFERENTES AO ASSUNTO:
https://viajantesemporto.blogspot.com/2025/10/triste-bahia-porto-de-suape-2-full.html
https://viajantesemporto.blogspot.com/2025/05/a-bahia-avanca-rumo-um-futuro-tenebroso.html
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VEJAM AS REPORTAGENS A SEGUIR.
EMPREGO
Bahia tem o segundo pior salário do Brasil, aponta IBGE
Mais da metade dos baianos são trabalhadores informais, aponta IBGE
Maria Raquel Brito
Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 05:00
Comércio da Avenida Sete. Crédito: Arisson Marinho/CORREIO
A Bahia tem o segundo rendimento médio mais baixo do Brasil. Os trabalhadores baianos recebem habitualmente R$ 2.284 por mês, aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e divulgada na última sexta-feira (20).
Na edição anterior da pesquisa, entre 2024 e 2025, a Bahia tinha o terceiro menor valor. Em 2025, foi superada pelo Ceará (R$ 2.394) e caiu uma posição no ranking nacional dos rendimentos de trabalho, ficando acima apenas do Maranhão (R$ 2.228).
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Uma das áreas com alto índice de informalidade é a construção civil, por Shutterstock
Segundo Mariana Viveiros, supervisora de Disseminação de Informações do IBGE, o valor médio recebido pelos baianos pode ser explicado pela informalidade, que
voltou a crescer após dois anos em queda e atingiu um recorde este ano no estado. A cada 10 pessoas que começaram a trabalhar entre 2024 e 2025, oito estavam na informalidade, atuando sem carteira assinada ou registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).
Viveiros afirma que a informalidade dá espaço para vagas que pagam menos, com alta rotatividade e que não exigem uma grande especialização, para uma população que também tem desafios em termos educacionais – isso porque apenas 18% das pessoas ocupadas na Bahia têm ensino superior completo.
Edval Landulfo, economista e presidente do Conselho Regional de Economia da Bahia (Corecon-BA) reforça que a baixa renda – e, consequentemente, o baixo poder de compra – afeta de forma estrutural a vida dos trabalhadores baianos, uma vez que limita o acesso a necessidades básicas, perpetua desigualdades sociais e expõe essas pessoas à insegurança alimentar.
“Esse cenário reflete diretamente na qualidade de vida da população e gera um efeito cascata que vai perpetuar a desigualdade e limitar o desenvolvimento econômico. Não podemos ficar apenas preocupados com o crescimento econômico”, defende. “A disparidade da renda na Bahia é um dos maiores desafios, com uma forte desigualdade racial e de gênero. Principalmente as mulheres negras na Bahia enfrentam as maiores dificuldades no mercado de trabalho, com salários ainda menores do que a média, que já é baixa no estado.”
Entre as consequências do rendimento insatisfatório, Landulfo cita o baixo consumo e a fraca atividade econômica, uma vez que, com salários menores, o consumo de bens e serviços também diminui, freando a economia local. Adiciona também a dependência de transferência de renda pelos baianos. “A baixa remuneração no trabalho torna a população altamente dependente de programas sociais, principalmente os federais, como Bolsa Família, e estaduais também para a subsistência básica”, diz.
Mercado
No ano passado, na Bahia, o número de pessoas trabalhando cresceu em sete das 10 atividades econômicas, puxadas por informação e comunicação (+89 mil) e administração pública (+85 mil), que tiveram os maiores aumentos absolutos.
O maior crescimento percentual, porém, foi do segmento de outros serviços. Entre 2024 e 2025, a atividade teve um aumento de 21,8% (ou mais 61 mil pessoas), chegando a 341 mil trabalhadores no estado.
Entre os trabalhadores do estado, a maioria é formada por homens (seis em cada 10) na faixa de 40 a 59 anos (quatro em cada 10) e pessoas pardas (cerca de 54%), predominantemente com ensino médio completo (quatro em cada 10).
O nível de escolaridade é um dos fatores principais para justificar a precariedade de grande parte dos cargos exercidos pelos baianos. “A gente tem esse mercado de trabalho que ainda precisa de mais robustez, de mais solidez. Embora a gente tenha resultados dos setores econômicos positivos, inclusive da indústria, a gente vê, por exemplo, um saldo negativo de trabalhadores na indústria que exige uma mão de obra mais qualificada e que tem um emprego de melhor qualidade normalmente”, diz Mariana Viveiros.
Salvador e RMS
Em 2025, a taxa de desocupação também caiu em Salvador (ficando em 8,9%), atingindo a menor da série histórica. O município deixou de ter a maior taxa entre as capitais, caindo para o 5º lugar. Também houve queda na Região Metropolitana (indo a 10,1% de desocupação), mas a RMS continuou com a maior desocupação entre as 21 regiões metropolitanas investigadas.
No ano passado, o rendimento médio no município de Salvador foi de R$ 3.133, 10,7% maior que o de 2024, porém o segundo mais baixo entre as capitais. Na Região Metropolitana, o rendimento médio foi de R$ 2.945, 5,4% acima do valor de 2024, mas também o segundo menor entre as regiões metropolitanas.
PORTOS DA BAHIA MOVIMENTAM 43 MILHÕES DE TONELADAS EM 2025, 2ª MAIOR MOVIMENTAÇÃO DO NORDESTE. Redação - 19/02/2026 11:00 - Atualizado 21/02/2026
Os portos da Bahia movimentaram cerca de 42,9 milhões de toneladas em 2025, uma queda de 1% em relação a 2024. Com isso, a atividade portuária na Bahia é a segunda maior do Nordeste, abaixo do Maranhão, por conta dos minérios, mas acima de Suape, que movimentou 25,9 milhões de toneladas, e Pecém, com cerca de 20 milhões de toneladas.
Essa retração de 1% está vinculada principalmente ao ciclo dos granéis líquidos e à queda no embarque de derivados e na indústria petroquímica e derivados.
Os portos públicos da Bahia movimentaram 11,6 milhões de toneladas, sendo que o porto de Salvador registrou uma queda de 8,8% na movimentação, o porto de Aratu caiu 13,3% e o porto de Ilhéus 7,1%.
O destaque foi o Terminal de Cotegipe com alta de 27,8%, ganhando assim participação relativa, já que uma parte dos graneis sólidos migrou para lá.
O terminal da Enseada teve um aumento de 44%, embora em relação a uma base pequena, mas representando a retomada operacional.
Vale destacar que quatro portos respondem por 94% da movimentação portuária, de acordo com os seguintes percentuais: Madre de Deus 49,5% ; Terminal de Cotegipe 17,4%; Porto de Aratu 13,2%; Porto de Salvador 12,7%; Demais terminais 7,2%.
As informações são da ANTAQ. Veja abaixo a movimentação portuária de cada terminal em 2025. Veja o ranking.
JOSEMAR
ECONOMISTA - CORECON 2065