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segunda-feira, 20 de julho de 2026

HIDROVIA DO SÃO FRANCISCO, PERNAMBUCO A FRENTE, BAHIA PERDENDO O BONDE DA HISTÓRIA - SÃO FRANCISCO WATERWAY: PERNAMBUCO LEADS THE WAY, BAHIA MISSES THE BOAT


INFELIZMENTE RETORNAMOS COM MAIS UM INDICIO SOBRE A PERDA DO BONDE DA HISTÓRIA, PELA BAHIA, EM RELAÇÃO AO MANEJO ESTRATÉGICO DE CAMINHOS EM BUSCA DA COMPETITIVIDADE ECONÔMICA.

DESTA VEZ PERNAMBUCO REALIZA GESTÕES PARA DIRECIONAR CARGAS QUE SERÃO TRANSPORTADAS PELA FUTURA HIDROVIA DO SÃO DO FRANCISCO PARA O PORTO DE SUAPE, EM CONTRAPONTO ESTE BLOG EM DIVERSOS ARTIGOS TRAZ A LUZ RELAÇÃO CUSTO BENEFÍCIO FAVORÁVEL EM SE IMPLANTAR FERROVIA LIGANDO O PORTO DE JUAZEIRO A BAÍA DE ARATU, EM INTELIGAÇÃO COM A FUTURA HIDROVIA.

NÃO SOMOS CONTRA A PONTE SALVADOR - ITAPARICA, MAS DIANTE DAS CARÊNCIAS LOGÍSTICAS DO ESTADO, PRINCIPALMENTE QUANTO A LIGAÇÕES FERROVIÁRIAS ENTRE REGIÕES PRODUTORAS COM O COMPLEXO PORTUÁRIO DA BAÌA DE TODOS OS SANTOS, INIBINDO NOSSAS VANTAGENS COMPARATIVAS EM ATRAIR INVESTIMENTOS PRODUTIVOS.

A UTILIZAÇÃO DOS ESCASSOS RECURSSOS PÚBLICOS EM DETRIMENTOS DAS NECESSIDADES ILIMITADAS EXIGE PARCIMÔNIA PARA SE OBTER RESULTADOS EFICAZES, NA REALIDADE,  PERNAMBUCO, CEARÁ E MARANHÃO ESTÃO NA DIANTEIRA DA BAHIA.

ARTIGO DO BLOG SOBRE A FERROVIA JUAZEIRO SALVADOR:

https://viajantesemporto.blogspot.com/2024/03/linha-ferrea-ligando-o-porto-de.html


https://dados.antt.gov.br/group/ferrovias


https://agenciasertao.com/2026/07/19/ferrovia-em-estudo-pode-ligar-hidrovia-do-rio-sao-francisco-ao-mar-pelo-porto-de-suape/


Ferrovia em estudo pode ligar Hidrovia do Rio São Francisco ao mar pelo Porto de Suape


Uma licitação federal em andamento recolocou no planejamento logístico do Nordeste uma conexão discutida há mais de duas décadas: transportar cargas pela área navegável do Rio São Francisco e, na região de Juazeiro e Petrolina, transferi-las para trens com destino ao litoral.

O Edital RLE nº 2/2026, da Infra S.A., prevê estudos de viabilidade para dois corredores ferroviários: Juazeiro do Norte (CE)–Juazeiro (BA) e Salgueiro (PE)–Porto de Suape (PE). A extensão informada no objeto da contratação é de aproximadamente 947 quilômetros.

Se os projetos ferroviário e hidroviário avançarem e forem efetivamente conectados, o conjunto poderá formar um corredor intermodal entre o interior da Bahia, o Vale do São Francisco e o mar, pelo Porto de Suape. Isso não significa que as embarcações seguiriam até Pernambuco pelo oceano: as cargas navegariam pelo São Francisco e precisariam ser transferidas para a ferrovia em um terminal na área de Juazeiro e Petrolina.

Essa integração, porém, ainda é uma possibilidade a ser examinada. O edital ferroviário não contrata obras e não define um terminal de transbordo entre barcaças e trens. A reativação comercial da hidrovia também permanece em fase preparatória.
O que será estudado

O serviço encomendado pela Infra S.A. inclui levantamentos de demanda, engenharia, operação, meio ambiente, viabilidade econômico-financeira e questões jurídicas e regulatórias. A empresa contratada também deverá apoiar futuras audiências públicas, a análise de órgãos de controle e a eventual estruturação de uma concessão.

O projeto básico divide o corredor em cinco segmentos:Juazeiro–Petrolina, com 4 quilômetros de linha existente;
Petrolina–Salgueiro, com 270 km, trecho novo, segundo diretrizes técnicas específicas;
Salgueiro–Missão Velha, com 96 quilômetros de linha existente;
Missão Velha–Juazeiro do Norte, com 32 quilômetros de linha existente;
Salgueiro–Suape, com 545 quilômetros de linha existente ou parcialmente implantada.

O valor máximo estimado para os estudos é de R$ 10,99 milhões. O contrato terá vigência de 27 meses, com prazo de 25 meses para a execução dos serviços após a ordem de início. Uma primeira análise de custo-benefício do trecho Salgueiro–Suape deverá ser entregue em quatro meses.
Licitação continua sob recurso

A sessão de abertura ocorreu em 23 de junho. Em parecer de 26 de junho, a comissão de licitação considerou habilitado o Consórcio Nova Logística do Nordeste, formado por Sysfer, Logit e Lobo & Rizzo, com proposta de R$ 5.596.808,58 — cerca de 49% abaixo do orçamento máximo.

O resultado ainda não deve ser tratado como definitivo. As empresas Eagle e Tylin apresentaram recursos administrativos, e o consórcio habilitado protocolou contrarrazões. Até a consulta feita em 19 de julho, a página oficial classificava o processo como “em andamento” e não apresentava homologação ou contrato assinado.
Hidrovia pode ampliar a área atendida

O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou em junho de 2025 um plano para recuperar 1.371 quilômetros de navegação comercial entre Pirapora (MG) e Petrolina. Segundo a pasta, esse tipo de operação de cargas não ocorre no rio desde 2012, principalmente em razão do assoreamento.

O projeto foi apresentado em três etapas, todas com previsão de conexão a rodovias e ferrovias. A primeira compreende 577 quilômetros, dos quais 525 navegáveis, entre Ibotirama, Sobradinho, Juazeiro e Petrolina. O governo projetou movimentação de cinco milhões de toneladas no primeiro ano, mas esse volume é uma estimativa e depende da execução da infraestrutura e da atração de operadores e cargas.

No desenho divulgado pelo ministério, grãos, algodão, fertilizantes e outros produtos do Oeste da Bahia poderiam seguir por terra até Ibotirama, navegar até Juazeiro e, de lá, continuar por rodovia ou ferrovia. Na ocasião, o destino citado para esse fluxo foi o Porto de Aratu-Candeias, além de futuras conexões com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e outros portos baianos.

O novo estudo ferroviário acrescenta uma alternativa: a partir de Petrolina, as cargas poderiam seguir por uma linha nova até Salgueiro e depois pelo ramal da Transnordestina em direção a Suape. A viabilidade dessa rota terá de ser comparada com as saídas por Aratu-Candeias, Porto Sul e outros corredores. Distância, tarifa, tempo de viagem, capacidade dos terminais e regularidade da navegação serão decisivos.

A proposta não é inédita. Um documento do Ministério dos Transportes publicado em 2000 já apresentava o trecho Petrolina–Salgueiro como a ligação entre a Hidrovia do São Francisco e a malha ferroviária com acesso aos portos de Suape e Pecém. A licitação atual retoma a ideia, agora com a exigência de atualizar demanda, custos, impactos ambientais e modelo de operação.
Reativação do rio ainda não foi concluída

Os dados mais recentes do Dnit recomendam cautela com os prazos. No Relatório de Gestão de 2025, o órgão informou que não realizou campanhas de dragagem nem de sinalização na Hidrovia do São Francisco naquele ano.

Segundo o documento, o estudo preliminar e outros elementos para a sinalização foram concluídos, deixando o projeto tecnicamente apto a ser licitado. A dragagem foi adiada para alinhamento com o licenciamento ambiental e com o projeto de concessão. Em sentido positivo, a eclusa de Sobradinho permaneceu disponível durante todo o ano, mas seu funcionamento isolado não assegura a retomada do transporte comercial em toda a extensão planejada.

O anúncio de 2025 também previa 17 instalações portuárias públicas de pequeno porte, inclusive terminais em Juazeiro e Petrolina. O cronograma inicial mencionava licitação em setembro de 2025 e início das obras em janeiro de 2026. Até 19 de julho, a reportagem não localizou, nos documentos consultados, confirmação de que essas duas etapas tenham sido cumpridas.
Obras até Suape dependem de nova base técnica

Outro ponto em aberto é a conclusão da ferrovia entre Salgueiro e Suape. No Acórdão nº 1.217/2026, o Tribunal de Contas da União determinou que o Ministério dos Transportes e a Infra S.A. não assumissem novos compromissos financeiros para a construção antes da correção das deficiências de justificativa e da demonstração atualizada da vantagem socioeconômica do empreendimento.

A decisão não impede a realização dos estudos. Ao contrário, o TCU exigiu um plano de ação para atualizar a avaliação de viabilidade, etapa necessária antes de uma decisão sobre novos investimentos físicos.

Em análise apresentada para atender ao tribunal, a Sudene estimou para o trecho Salgueiro–Suape um Valor Social Presente Líquido de R$ 4,76 bilhões e taxa de retorno econômico de 15,53%. O resumo público da análise projeta movimentação entre 18 milhões e 24 milhões de toneladas por ano, além de cerca de 13 mil empregos durante a implantação e 9,6 mil postos permanentes na operação e em atividades relacionadas.

Esses números são projeções, não resultados garantidos nem autorização automática para a obra.
O que precisa acontecer

Para que o corredor entre a hidrovia e o mar saia do planejamento, será necessário concluir a licitação dos estudos ferroviários, definir traçado e terminais, comprovar a demanda, obter licenças ambientais, escolher o modelo de financiamento ou concessão e assegurar recursos para as obras.

No eixo fluvial, também serão necessários dragagem, sinalização, terminais de transbordo, licenciamento, regras de operação e condições de navegação suficientemente regulares. Somente depois dessas etapas será possível saber se a conexão por Suape será competitiva e qual parcela das cargas da Bahia e de outros estados poderá utilizar o novo caminho.

Para a Bahia, o principal efeito potencial é a criação de mais uma saída para a produção do Oeste e do Vale do São Francisco, além das alternativas já planejadas em território baiano. Por enquanto, no entanto, o que existe é uma convergência entre projetos em estudo — e não um corredor intermodal pronto ou com data definida para entrar em operação.


JOSEMAR

ECONOMIA - CORECON 2065

quinta-feira, 9 de julho de 2026

CARROS DA BYD MOVIMENTADOS PELO PORTO DE SUAPE, REFLEXO DA DEPAUPERAÇÃO ECONÔMICA DA BAHIA - BYD CARS HANDLED AT THE PORT OF SUAPE: A REFLECTION OF BAHIA'S ECONOMIC DECLINE


AOS ACESSADORES DO BLOG VIAJANTE SEM PORTO TRAZEMOS MAIS UM NOTICIÁRIO QUE FUNDAMENTA O DEPAUPERAMENTO ECONÔMICO EM QUE O ESTADO DA BAHIA PERCORREU E PERCORRE NESTES ÚLTIMOS 20 ANOS, PERDENDO INDÚSTRIAS DE BASE, SEM ATRAIR NOVOS EMPREENDIMENTOS, NÃO INVESTINDO EM LOGÍSTICA FERROVIÁRIA, PORTUÁRIA, OU SEJA, A BAHIA É DEIXADA PARA TRÁS POR OUTROS ESTADOS, INCLUSIVE DO NORDESTE, PERNAMBUCO COM O PORTO DE SUAPE, CEARÁ COM PECÉM, MARANHÃO COM ITAQUI.

O CENÁRIO É TÃO DANTESCO QUE A SOJA PRODUZIDA NO OESTE DA BAHIA CHEGA AO PORTO COTEGIPE, ARATU E ENSEADA POR CAMINHÕES, NO SENTIDO CONTRÁRIO O FERTILIZANTE UTILIZADO POR ESTAS LAVOURAS SE ENCAMINHAM TAMBÉM POR RODOVIA. 

PORTO DE SUAPE
CHEGA A SER TRIVIAL COMENTARMOS SOBRE A COMPETITIVIDADE DO CUSTO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO EM RELAÇÃO AO RODOVIÁRIO, PRINCIPALMENTE SE A CARGA FOR GRANÉIS E A DISTÂNCIA MAIS LONGA. ATÉ QUANDO MANTEREMOS ESSAS CARGAS EM NOSSO PORTOS, SE SUAPE E PECÉM  REALIZAM GESTÕES PARA RECEBEREM RAMAIS DA FERROVIA TRANSNORDESTINA.

ENQUANTO ISTO A BAHIA VIVE DE NARRATIVAS DE FERROVIA LESTE - OESTE, PORTO SUL, UMA PONTE SALVADOR - ITAPARICA QUE POUCO FARÁ PELA LOGÍSTICA PORTUÁRIA DA BAÍA DE TODOS OS SANTOS, PELO CONTRÁRIO, PODE TRAZER TRANSTORNO AO ACESSO AO TERMINAL DE CONTÊINERES DO PORTO DE SALVADOR, UM VLT QUE APENAS ACRESCENTARÁ MOBILIDADE A POPULAÇÃO DO SUBÚRBIO SEM RERSOLVER SUAS CARÊNCIAS ESTRUTURANTES, A EXEMPLO DE ACESSO DE QUALIDADE A SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA, QUANDO A REFORMA DOS ANTIGOS TRENS SERIA UMA OPÇÃO COM MELHOR RELAÇÃO CUSTO BENEFÍCIO.

AGORA AMIGOS, MAIS UM PÉROLA DO OSTRACISMO EM QUE PASSA A BAHIA EM RELAÇÃO AO SEU FUTURO ECONÔMICO, MESMO TENDO UM PORTO PARA OPERAÇÕES ROLL - ON/ROLL - OFF, PONTA DA LAJE, QUE FOI CONSTRUÍDO PARA ANTIGA MONTADORA FORD, OS CARROS QUE SERÃO MOVIMENTADOS PARA O EXTERIOR E OUTROS ESTADOS PELA BYD, QUE INCLUSIVE NÃO CONSTRÓI NA BAHIA, APENAS MONTA CKD, ESTÃO REALIZANDO GESTÕES PARA QUE AS OPERAÇÕES SEJAM REALIZADAS PELO PORTO DE SUAPE, VINDO DE RODOVIA PARA SALVADOR. É PATÉTICA A BAHIA DE HOJE.

ESTE OBJETIVO SE CONCRETIZANDO TODOS OS PRINCIPAIS GANHOS LOGÍSTICOS, RENDAS, EMPREGOS E TRIBUTOS FICARÃO COM PERNAMBUCO. JA NÃO BASTA A BAHIA TER PERDIDO A JEEP, HOJE FIAT, PARA ELES, QUANDO TINHAMOS TODOS OS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA ATRAIR ESSE INVESTIMENTO, MAS POR INABILIDADE POLÍTICA PERDEMOS.

A BAHIA PRECISA VOLTAR A SEU PROTAGONISMO ECONÔMICO NO NORDESTE E NO PRÓPRIO PAÍS, NÃO PODE VIVER APENAS DE ENTREGAS DE ÔNIBUS ESCOLAR E AMBULÂNCIAS.

POR FIM PERDERIAM A PRATICAGEM,  FORNECEDORES DE NAVIOS, ARMADORES DE REBOCADORES, TAXAS PORTUÁRIAS, DENTRE OUTRAS PERDAS, TUDO FICARIA EM PERNAMBUCO.

PORTO PONTA DA LAJE
SUAPE
MOVIMENTO ECONÔMICO

BYD pode usar Suape para aliviar pressão em Salvador

Suape aparece como opção viável pela proximidade regional com o estado baiano, onde a BYD tem uma montadora
Por Patricia Raposo09/07/26 às 06H00 atualizado em 09/07/26 às 06H18


A expansão da cadeia automotiva chinesa no Brasil começa a redesenhar rotas logísticas no Nordeste. A Movecta, empresa paulista originada da antiga Localfrio, vem ampliando sua atuação para além da cadeia fria, segmento que marcou sua origem na década de 1950. A companhia vê em Suape uma alternativa para apoiar as operações da BYD diante da pressão sobre a capacidade do Porto de Salvador no recebimento de partes e componentes automotivos.

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De acordo com Rodrigo Casado, CEO da empresa, a operadora já atua como parceira oficial da montadora chinesa e está preparada para receber cargas conteinerizadas em Pernambuco e encaminhá-las por rodovia até a Bahia.

Embora Salvador seja o principal porto de chegada de partes de veículos da BYD, a operação está se aproximando do limite de capacidade. Por isso, a montadora avalia outros portos, e Suape aparece como opção viável pela proximidade regional e pela possibilidade de agregar serviços à operação a partir da unidade instalada no complexo portuário pernambucano.

No último dia 7, a companhia anunciou investimentos de R$ 100 milhões para dobrar de tamanho no porto pernambucano. A empresa não atua na operação típica de veículos prontos, transportados por navios ro-ro. O foco está em cargas conteinerizadas: peças, partes, componentes e kits CKD quando o veículo chega desmontado para posterior montagem.

A operadora logística já tem histórico de atuação com veículos da BYD em Suape. Em períodos em que a montadora não conseguia escoar toda a demanda apenas por navios ro-ro, os veículos chegavam prontos ao porto pernambucano, acondicionados em contêineres geralmente dois ou três carros por unidade. A empresa realizava a descarga, a armazenagem temporária e o posterior encaminhamento, por cegonhas, aos pontos de comercialização.

A chamada linha amarela é outro segmento abarcado pela companhia em Suape. São máquinas pesadas usadas em obras, como tratores e guindastes, equipamentos importados principalmente da China. Muitas dessas cargas chegam ao Brasil desmontadas dentro de contêineres, o que abre espaço para a oferta de serviços além da armazenagem e da movimentação portuária.

Na prática, a operadora pode receber o equipamento e encaminhá-lo para a fábrica ou para o destino indicado pelo cliente, mas também pode assumir etapas de industrialização dentro da própria operação. Esse trabalho inclui montagem, desmontagem, embalagem, etiquetagem, pintura e outras adaptações, conforme a necessidade de cada importador.

O diferencial, de acordo com o executivo, está no ganho de tempo. Enquanto a carga ainda passa pelo processo de nacionalização, período em que o importador normalmente não pode manipulá-la, a empresa consegue agregar valor ao produto. Assim, quando o desembaraço é concluído, o equipamento já pode sair montado ou preparado para seguir ao destino final, reduzindo etapas posteriores e acelerando a entrega ao cliente.

Essa retaguarda logística garante que Suape tenha condições de absorver variados tipos de carga no setor, consolidando-se como hub regional de veículos.


A SEGUIR TRAZEMOS LINKS DO BLOG QUE TRATAM DE ASSUNTOS CORRELATOS:


https://viajantesemporto.blogspot.com/2026/05/triste-bahia-ponte-o-futuro-as.html


https://viajantesemporto.blogspot.com/2026/05/com-desesperanca-para-uma-parcela-dos.html


https://viajantesemporto.blogspot.com/2026/02/economia-do-mar-ou-empecilhos-ao.html


https://viajantesemporto.blogspot.com/2025/05/a-bahia-avanca-rumo-um-futuro-tenebroso.html


https://viajantesemporto.blogspot.com/2025/04/a-bahia-o-apagao-logistico.html


https://viajantesemporto.blogspot.com/2024/10/a-importancia-da-refinaria-acelen-para.html


https://viajantesemporto.blogspot.com/2024/08/a-bahia-ponte-as-ferrovias-os-portos.html


https://viajantesemporto.blogspot.com/2024/07/reestatizacao-da-refinaria-acelen.html


https://viajantesemporto.blogspot.com/2024/03/linha-ferrea-ligando-o-porto-de.html


https://viajantesemporto.blogspot.com/2023/11/bahia-o-ostracismo-quanto-atracao-de.html


https://viajantesemporto.blogspot.com/2026/02/a-bahia-desce-ladeira-do.html


https://viajantesemporto.blogspot.com/2021/09/economia-baiana-um-processo-de.html


JOSEMAR


ECONOMISTA - CORECON 2065


segunda-feira, 1 de junho de 2026

HIDROVIA DO RIO SÃO FRANCISCO, INICIATIVA DA CODEBA - SÃO FRANCISCO RIVER WATERWAY, AN INITIATIVE OF CODEBA


NO CONTEXTO DE AUSÊNCIA DE NOTÍCIAS POSITIVAS SOBRE A ECONOMIA BAIANA E SUA COMPETITIVIDADE, PRINCIPALMENTE NO ASPECTO LOGÍSTICO, NOS ÚLTIMOS 20 ANOS, EM CONTRAPONTO A CODEBA TOMA INICIATIVA PARA  REATIVAR A HIDROVIA DO RIO SÃO FRANCISCO, O QUE TRARÁ DIVERSOS EFEITOS MULTIPLICADORES POSITIVOS PARA O ESTADO.

ESTA AÇÃO TORNANDO REALIDADE, HAVERÁ A NECESSIDADE DE COMPLEMENTO LOGÍSTICO ATRAVÉS DE FERROVIA LIGANDO O PORTO DE JUAZEIRO AO COMPLEXO PORTUÁRIO - GRANELEIRO - DA BAÍA DE ARATU E CONTÊINERES PARA O PORTO DE SALVADOR, PARA ABARCAR O FLUXO DE CARGAS ORIUNDOS DO NORTE DE MINAS, ATRAVÉS DO PORTO DE PIRAPORAOESTE DA BAHIA, PRINCIPALMENTE SOJA, MILHO, ALGODÃO E VINHOS. NO SENTIDO INVERSO, FERTILIZANTES, PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS, MAQUINÁRIOS E PEÇAS.

PORTO DE JUAZEIRO - MAIS UMA INICIATIVA DA BAHIA QUE FICOU NO PAPEL,SEMELHANTE AO PORTO SUL 

A SEGUIR TRAZEMOS LINK SOBRE PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DA FERROVIA JUAZEIRO SALVADOR, PUBLICADO NESTE BLOG. https://viajantesemporto.blogspot.com/2024/03/linha-ferrea-ligando-o-porto-de.html

01/06/2026 09:48

CODEBA avança nos preparativos para retomada da Hidrovia do São Francisco
Foto: divulgação CODEBA

Na manhã deste sábado (30), o chefe de gabinete da Autoridade Portuária Federal – CODEBA, Carlos Luciano, realizou uma vistoria nas embarcações que serão utilizadas na retomada das operações da nova Hidrovia do Rio São Francisco. A iniciativa integra as ações preparatórias para o início das atividades operacionais, que dependem da descentralização formal da gestão da hidrovia para a Companhia.

O comboio é composto por uma barca, uma Chata CS, uma draga Matrichã e o barco-hotel Cidade Pirapora, embarcação equipada com 28 camarotes e capacidade para atender até 80 passageiros.

Foto: divulgação CODEBA

A partir da autorização concedida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a CODEBA elabora o projeto da nova Hidrovia do São Francisco e organiza toda a documentação necessária junto ao DNIT e à Marinha do Brasil (Capitania dos Portos) para o transporte das embarcações até Juazeiro (BA).

"Nosso objetivo é fomentar o desenvolvimento regional por meio de um transporte mais econômico e ambientalmente sustentável, atraindo investimentos e fortalecendo a integração econômica dos 505 municípios que serão impactados com a retomada das operações da Hidrovia do São Francisco, estimulando um novo vetor de desenvolvimento para o país", explica Carlos Luciano.

Foto: divulgação CODEBA

A equipe gestora da CODEBA também mantém tratativas com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF) para a celebração de um Acordo de Cooperação Técnica voltado à realização de ações conjuntas contemplando revitalização do tio e estudos para a identificação de oportunidades de negócios no entorno da hidrovia.

Texto: Flávia Maciel (ASCOM CODEBA)

quarta-feira, 20 de maio de 2026

TRISTE BAHIA, A PONTE, O FUTURO, AS NECESSIDADES ILIMITADAS X RECURSOS ESCASSOS - SAD BAHIA, THE BRIDGE, THE FUTURE, UNLIMITED NEEDS VS SCARCE RESOURCES


A BAHIA UM ESTADO POBRE COM GRAVES E MEDONHAS CARÊNCIAS SOCIAIS, QUE SE APROFUNDARAM A OLHOS NUS NESTES ÚLTIMOS 20 ANOS, TENDO SUA COMPETITIVIDADE NO AMBIENTE ECONÔMICO SE DILUINDO COMO GELO EXPOSTO AO SOL, PERDENDO ESPAÇO EM TERMOS DE PIB, NO NORDESTE E BRASIL,  CARENTE DE ESTRUTURAS LOGÍSTICAS, A EXEMPLO DE TERMINAIS MARÍTIMOS, HIDROVIAS ( SÃO FRANCISCO) E FERROVIAS, COM RELATIVA PARCELA  DA POPULAÇÃO VÍTIMADA PELA VIOLÊNCIA BESTIAL QUE VARRE SEU TERRITÓRIO.  AGORA ASSISTIMOS A MATERIALIZAÇÃO DE UMA CORTINA DE FUMAÇA, UM MONSTRENGO A FERIR NOSSA BAÍA DE TODOS OS SANTOS EM TERMOS VISUAIS, AMBIENTAIS, ALÉM DE RESTRIÇÕES FUTURAS AO TRÁFEGO MARÍTIMO, UM VERDADEIRO CENÁRIO TERATOLÓGICO.

REAFIRMAMOS QUE NÃO SOMOS CONTRA A CONSTRUÇÃO DO EQUIPAMENTO, DESDE QUE SEJA  EM MOMENTO ADEQUADO, O QUE ADIANTA VOCÊ COMPRAR UM CARRO E NÃO TER MORADIA DIGNA, ALIMENTAÇÃO, SERVIÇO DE SAÚDE, EDUCACIONAL E SEGURANÇA CONDIZENTE COM SEUS TRIBUTOS, SERIA UMA ILUSÃO, MASOQUISMO, NO MÍNIMO UMA IRRESPONSABILIDADE.

ESSA PONTE, TERIA SEU ACESSO EM SALVADOR NA REGIÃO DO FERRY BOAT E DO TERMINAL DE CONTÊINERES DO PORTO - TECON, QUE NA ATUALIDADE TEM RECEBIDO NAVIOS FULL CONTAINER DE 365 M, CUJA MANOBRA DE ATRACAÇÃO E DESATRACAÇÃO, SÃO COMPLEXAS, PRINCIPALMENTE ESTA ÚLTIMA, ONDE O NAVIO COM AUXÍLIO DE 4 REBOCADORES SAI DE RÉ, , PARA ADIANTE POSICIONAR SUA PROA RUMO A BARRA DA BAÍA DE TODOS OS SANTOS. DESENHE ESTE CENÁRIO COM PILARES DESTA TAL PONTE ABSORVENDO PARTE DO ESPAÇO DA BACIA DE EVOLUÇÃO, O QUE AMPLIARIA O RISCO DE ABALROAMENTO.

SERÁ QUE O SERVIÇO DE PRATICAGEM DO PORTO DE SALVADOR FOI CONSULTADO, OU TAMBÉM ESTÁ INEBRIADO POR ESTA TAL PONTE.


PORTO DE SALVADOR - TERMINAL DE CONTÊINERES


https://www.google.com/search?q=TECON+SALVADOR&sca_esv=


JOSEMAR

ECONOMISTA - CORECON 2065


quarta-feira, 20/05/2026 - 00h00


Por Mauricio Leiro
Foto: Divulgação


Criada no final do ano passado, a Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador–Itaparica (SVPonte) já gastou quase R$ 160 milhões apenas nos primeiros meses de 2026, conforme dados disponibilizados de forma institucional pelo portal da transparência do governo da Bahia.



Os pagamentos, que somam R$ 159,96 milhões, foram realizados em março deste ano, conforme o sistema do estado. A verba, segundo a gestão Jerônimo, serviu para regularizar o primeiro aporte no contrato de concessão firmado entre o estado e as empresas CRCC e CCCC, ambas da China.



O valor milionário representa 96% dos custos com pagamentos realizados pela SVPonte, criada há menos de sete meses pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), a fim de gerenciar o equipamento prometido desde 2009 pelo ex-governador petista Jaques Wagner (2007-2014).



O investimento é o primeiro dos R$ 3,3 bilhões em aportes públicos prometidos contratualmente pelo governo da Bahia. De acordo com o novo contrato avalizado no ano passado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), a gestão baiana deve pagar, nos primeiros 10 anos de vínculo, até R$ 271,6 milhões anualmente. Desta forma, mais R$ 114,3 milhões devem ser depositados ainda em 2026 pela Bahia para construção da ponte, cujas obras ainda não iniciaram.



O valor estimado do contrato é de R$ 6,9 bilhões, dos quais R$ 3,3 bilhões serão apenas de investimentos públicos do governo da Bahia, e o restante da concessionária operada pelas empreiteiras CCCC e CR20. Durante os 35 anos de concessão, no entanto, os valores projetados são de R$ 8,9 bilhões em recursos privados, dos quais R$ 8,6 bilhões serão realizados nos seis primeiros anos.



O contrato anterior tinha valor estimado de R$ 7,6 bilhões, mas os aportes públicos eram menores: R$ 1,5 bilhão.



MOVIMENTAÇÃO NA OBRA

Com isso, na manhã desta terça-feira (19), o governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), confirmou a chegada dos materiais para o início da construção da Ponte Salvador-Itaparica. O gestor estadual relatou que um navio vindo da China atracou no porto da capital baiana durante a madrugada, transportando os insumos para a construção. A previsão é que as obras da ponte sejam iniciadas em junho deste ano, a partir do estabelecimento de três principais canteiros de obras em Maragogipe, Vera Cruz e Salvador.



Segundo Jerônimo, “esse material será transportado para Maragogipe, onde ali na enseada terá um canteiro de obras”. “Parte desse material também será encaminhado para Veracruz para que os canteiros de obras possam ser instalados, e a partir daí, o início da obra da ponte começa já a partir dessa chegada do material. As licenças ambientais, tudo cuidado. As tratativas estão sendo coordenadas pela Secretaria Estadual que cuida do SVO, do Sistema Viário e da Ponte”, garante.



Com 12,4 km de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos, a estrutura será a maior da América Latina sob lâmina d’água e vai se conectar na região do Terminal Marítimo São Joaquim (Ferry-Boat). O projeto também conta com uma nova rodovia em Vera Cruz e a duplicação de trechos da BA-001. O prazo final de entrega é junho de 2031.



CONSULTORIA

Além dos aportes mencionados, a pasta da Ponte desembolsou outros R$ 673,5 mil para a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em abril. O valor é referente à primeira "mediação do contrato de consultoria conforme entrega do plano de trabalho".



Esse não foi o único pagamento feito para a empresa. Em setembro de 2025, foi divulgado que a gestão Jerônimo Rodrigues (PT) contratou a Fipe para prestar serviços técnicos especializados de consultoria e apoio multidisciplinar por R$ 4,95 milhões. À época, o governador tentou descredibilizar o próprio relatório contratado ao classificar como "ridículo e fake".



Já em janeiro de 2026, o governo baiano publicou uma nova movimentação referente ao projeto de implementação da Ponte Salvador-Itaparica. Na ocasião, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) foi novamente contratada, através da Secretaria Extraordinária criada para o novo equipamento, para prestação de serviços técnicos especializados de consultoria para apoio e assessoria.



O valor estimado do contrato é de R$ 18.347.448, com vigência prevista de 36 meses, e ele foi fechado por dispensa de licitação. O ato foi assinado, no dia 6 de janeiro de 2026, pelo secretário da SVPONTE, Mateus da Cunha Dias.



CEO FORA

Outro tema envolvendo a Ponte nos últimos meses foi a substituição do diretor-presidente da concessionária responsável pela construção do equipamento. Em paralelo, o projeto voltou ao centro do debate público após a autorização de uma dragagem de grande porte na Baía de Todos-os-Santos, alvo de questionamentos por especialistas e ambientalistas.



GARANTIAS DADAS

Para assegurar os recursos para viabilizar o equipamento, o ex-governador Rui Costa (PT) criou, em 2021, o Fundo Garantidor do Aporte da Ponte (FGAP) - conforme Lei Estadual n°14.290/21 -, com objetivo de prestar garantia de pagamento do aporte de recursos. O valor total máximo desde fundo, estipulado em lei, é de R$ 750 milhões.



Dados publicados no portal da transparência indicam que, entre 2021 e 2025, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues injetaram R$ 1,3 bilhão neste fundo garantidor. No entanto, parte dos recursos foi devolvida ao estado, segundo a Secretaria da Fazenda (Sefaz). O governo não detalha se os recursos do primeiro aporte são oriundos deste fundo, tampouco quanto, no momento, há investido neste mecanismo de crédito.



A plataforma institucional estadual aponta apenas os pagamentos realizados ao fundo. Somente na gestão de Jerônimo, foram aplicados R$ 748 milhões. Entre R$ 2021 e 2022, Rui Costa depositou R$ 500 milhões. No total, houve R$ 1,25 bilhão em aplicações no fundo garantidor da ponte. Não há detalhamento do quanto foi retirado neste período.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

DESAGREGAÇÃO DA ECONOMIA BAIANA, UMA TRISTE SINA - THE DISINTEGRATION OF BAHIA'S ECONOMY, A SAD FATE


COM DESESPERANÇA PARA UMA PARCELA DOS BAIANOS QUE ALMEJAM UMA BAHIA PUJANTE  EM SUA ECONOMIA, EM CONTAPONTO, OS PERNAMBUCANOS VÊEM SEU ESTADO EM CELERE CAMINHO DO DESENVOLVIMENTO ESTRUTURANTE,  ALICERÇADO EM BASES SÓLIDAS, É QUE TRAGO ESTA REPORTAGEM SOBRE O PORTO DE SUAPE, SERVINDO COMO DESENHO DA REALIDADE ENTRE A ECONOMIA BAIANA E PERNAMBUCANA.

CANSATIVO É EXPOR AS INÚMERAS OCASIÕES ONDE ALERTAMOS SOBRE O DESCER DA LADEIRA, NESTES ÚLTIMOS 20 ANOS DA ECONOMIA BAIANA.

A BAHIA DESDE O FINAL DA DÉCADA DE 1960 COM A INAUGURAÇÃO DO CENTRO INDUSTRIAL DE ARATU - CIA, INSTALAÇÕES DE INDÚSTRIAS DE FERRO LIGA, SIBRA E FERBASA, CIMENTEIRAS, CIMENTO ARATU, CONTINUANDO NA DÉCADA DE 1970, COM A VINDA DO SEGUNDO PÓLO PETROQUÍMICO DO BRASIL, EM CAMAÇARI, INAUGURAÇÃO DO PORTO DE ARATU. CONCOMITANTE, NESTE PERÍODO, ESTALEIROS PARA CONTRUÇÃO DE PLATAFORMAS MARÍTIMAS PARA EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO NO MAR FORAM IMPLANTADOS NA BAÍA DE ARATÚ.

NESTA CRONOLOGIA, NA DÉCADA 1980 A BAHIA CONSEGUE TRAZER A CARAÍBAS METAIS, ÚNICA PROCESSADORA DE COBRE DO PAÍS, A NITROFÉRTIL PRODUTORA DE AMÔNIA E URÉIA, INDÚSTRIAS DE PNEUS E CALÇADOS TIVERAM INCETIVOS FISCAIS  PARA PRODUZIREM NA BAHIA.

A CORRIDA PARA COLOCAR A BAHIA NO ROL DOS ESTADOS MAIS INDUSTRIALIZADOS DO PAÍS TEVE SEU ÁPICE EM 2001 COM A VINDA DA MONTADORA FORD E SEU COMPLEXO DE FORNECEDORES DE PEÇAS.

EM SUMA, TODOS ESSES ATIVOS INDUSTRIAIS FORAM DIZIMADOS NESTE ULTIMOS 20 ANOS, O QUE LEVOU NOSSO ESTADO PERDER POSIÇÕES RELATIVAS EM TERMOS DE PIB, PRINCIPALMENTE QUANDO CONFRONTADA COM PERNAMBUCO E CEARÁ.

HOJE TEMOS EM NOSSA ESTANTE APENAS TROFÉUS DE ÍNDICES NEGATIVOS, COMO RECORDISTA DE ASSASINATOS EM TERMOS ABSOLUTOS, SEGUNDO PIOR SALÁRIO DO PAÍS, ATRÁS APENAS DO MARANHÃO, COM ENSINO PÚBLICO COLOCADO ENTRE AQUELES MENOS QUALITATIVO DA FEDERAÇÃO, FILA DE REGULAÇÃO COM ESPERA DESUMANA, O PORTO DE SALVADOR A ALGUNS ANOS PERDEU A CONDIÇÃO DE PRINCIPAL OPERADOR DE CONTÊINERES DO NORDESTE PARA SUAPE, COM PECÉM NO CEARÁ SE APROXIMANDO, MESMO EM DETRIMENTO DA BAHIA PERMANECER A MAIOR ECONOMIA DA REGIÃO.

O AEROPORTO DE SALVADOR HISTORICAMENTE COM MAIOR MOVIMENTAÇÃO GERAL DE PASSAGEIROS, HOJE SE ENCONTRA ATRÁS DO GUARARAPES EM PERNAMBUCO

O QUE A BAHIA GANHOU APENAS EM PROMESSA NOS ÚLTIMOS ANOS FOI UM TAL FERROVIA LESTE OESTE, UM TAL PORTO SUL, UMA TAL PONTE SALVADOR - ITAPARICA, UMA MONTADORA, QUE APENAS MONTA, NÃO INDUSTRIALIZA, UM VLT QUE AINDA NÃO FOI INAUGURADO, ENQUANTO NOSSO COMPLEXO PORTUÁRIO NA BAÍA DE TODOS OS SANTOS NÃO É PROVIDO DE LIGAÇÕES FERROVIÁRIAS COM AS REGIÕES PRODUTORAS, O QUE SE TRANSFORMARÁ EM INTRANSPONÍVEL DEGRAU PARA BUSCA POR COMPETITIVIDADE.

POR FAVOR VEJAM A REPORTAGEM.

https://www.suape.pe.gov.br/pt/noticias/2029-governadora-raquel-lyra





A governadora Raquel Lyra acompanhou, nesta segunda-feira (9), a entrega de 28 equipamentos ao APM Terminals, no Complexo Industrial Portuário de Suape. Com investimentos de R$ 241 milhões e geração de 2.500 empregos indiretos, o conjunto marca uma nova etapa na implantação do primeiro terminal portuário 100% eletrificado da região e acelera o início das operações técnicas do empreendimento. Este é um dos resultados da articulação do Governo de Pernambuco, que vem buscando investimentos e negócios voltados para a energia verde no Estado. A agenda contou com a participação do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e da vice-governadora Priscila Krause.

“Hoje é dia de celebração. Quando fomos à Dinamarca visitar a Maersk, firmamos o compromisso de fazer a entrega em maio deste ano, mas precisavam chegar os equipamentos. E chegaram, são os maiores guindastes instalados no Brasil, que acabam de chegar da China e já posicionam Pernambuco como um grande destino de investimentos logísticos para o mundo. O alto investimento e rapidez na logística já antecipam o que só aconteceria nos próximos sete anos. Em maio estaremos aqui novamente, para a entrega de uma etapa útil e, depois, a entrega definitiva em agosto”, discursou a governadora Raquel Lyra.



Os equipamentos que chegaram ao terminal incluem dois guindastes STS (Ship-to-Shore), responsáveis pelo carregamento e descarregamento de contêineres entre navios e o cais, um dos equipamentos centrais da operação portuária moderna, além de sete guindastes RTG, usados para organizar e empilhar contêineres no pátio com alta produtividade.




O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou a importância estratégica do complexo para inserir o Estado no cenário internacional das operações portuárias. “Estamos aumentando ainda mais a competitividade do Porto de Suape, e com esse empreendimento, Pernambuco vai entrar na rota internacional das operações", disse o ministro.

Também fazem parte do conjunto de entregas duas Reach Stackers, utilizadas para movimentação e empilhamento de contêineres no terminal, uma empilhadeira para 16 toneladas, duas empilhadeiras para contêineres vazios e 14 Terminal Tractors, que transportam as cargas dentro da área portuária. Os equipamentos contam com tecnologia de última geração e operação por controle remoto, a partir de salas de comando, aumentando a segurança, a precisão das operações e a acessibilidade para operadores.




Para o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, a entrega marca mais uma etapa do desenvolvimento do Porto. “Coincide também com o momento de transformação do Complexo e do nosso Estado. Seguimos consolidando Suape como um dos protagonistas da transição energética no Brasil”, pontuou.




Em outubro de 2025, a governadora Raquel Lyra esteve na Dinamarca na sede da European Energy, referência mundial em soluções de hidrogênio verde e combustíveis sustentáveis. Com esses equipamentos, a multinacional já soma R$ 2 bilhões na implantação da fábrica de e-metanol, colocando Pernambuco em destaque na cadeia do hidrogênio verde e combustíveis do futuro. Isso demonstra que Suape se destaca pela oferta de energia limpa e pela capacidade técnica e industrial.




“É fundamental que os empresários saibam que o governo honra seus compromissos financeiros, garantindo um ambiente de negócios mais seguro e favorável. Esse cenário mudou muito nos últimos anos, e é motivo de orgulho ver essa transformação acontecer”, enfatizou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcanti.

Voltado à movimentação de contêineres e carga geral, o empreendimento deve entrar em operação no segundo semestre deste ano, com capacidade inicial para movimentar cerca de 400 mil TEUs (unidade de transporte marítimo) por ano, volume que pode ampliar significativamente a capacidade logística do Porto.




O diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém, Daniel Rose, destacou o papel do empreendimento em Suape. “Estamos cada vez mais próximos de concretizar um projeto que redefine o papel de Pernambuco e do Brasil na logística portuária internacional. Esta iniciativa produz uma nova forma de pensar o futuro: operar com eficiência, respeitar o meio ambiente e ampliar a acessibilidade, garantindo que o progresso seja inclusivo e sustentável”, afirmou.

Representando o Poder Legislativo, o deputado estadual Romero Sales Filho comemorou o avanço do empreendimento. "Estamos enxergando Pernambuco em um tempo de progresso e prosperidade. Várias pessoas foram empregadas nesse lugar, pela união dos esforços, por aqueles que têm uma visão de Estado e visão de política diferenciada", complementou o parlamentar.

RAQUEL LYRA GOVERNADORA DE PERNAMBUCO


Fotos: Yacy Ribeiro/Secom


JOSEMAR

ECONOMISTA- CORECON 2065

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

A BAHIA DESCE A LADEIRA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, EDIFICANDO UM CALVÁRIO SOCIAL - BAHIA IS GOING DOWNHILL IN TERMS OF ECONOMIC DEVELOPMENT, BUILDING A SOCIAL ORDEAL


DESDE 2011, ATRAVÉS DO BLOG VIAJANTE SEM PORTO, TRAGO ESCRITOS SOBRE OS RUMOS DA ECONOMIA BAIANA DURANTE O NOVO NAIPE IDEOLÓGICO QUE NORTEIA O ESTADO A PARTIR DE 2007, RUMOS ESTES QUE NÃO SE COADUNAM COM OS CONCEITOS DESENVOLVIMENTISTAS DE MERCADOS E POLÍTICAS PÚBLICAS QUE PAVIMENTAM MEUS CAMINHOS DE ECONOMISTA.


https://badevalor.com.br/economia-baiana-registra-expansao-de-47-no-terceiro-trimestre/

JUNTO AO BLOG, EDITAMOS DIVERSOS ARTIGOS SOBRE O ATRASO LOGÍSTICO PORTUÁRIO E FERROVIÁRIO QUE VARRE A BAHIA, CAUSANDO ESTRANGULAMENTO DE SUA PRODUTIVIDADE E COMPETITIVIDADE. INFELIZMENTE, QUASE 20 ANOS DEPOIS, OS ÍNDICES ESTATÍSTICOS REVELAM QUE O ESTADO VEM PERDENDO DE FORMA ACELERADA POSIÇÕES RELATIVAS REFERENTES AO PIB ENTRE ESTADOS DO NORDESTE E DO BRASIL.

O PROCESSO DE DESINDUSTRIALIZAÇÃO QUE A BAHIA ATRAVESSA, CERRANDO AS PORTAS DE MUITAS INDÚSTRIAS ESTRUTURANTES, É PERVERSO. 

COM INTUITO DE ILUSTRAR E REFERENDAR OS FATOS ANTERIORES, TRAZEMOS TRÊS DADOS ESTATÍSTICOS QUE REPRESENTAM A REALIDADE NEGATIVA QUE TENDENCIONA A ECONOMIA BAIANA.

O PRIMEIRO É O ÍNDICE DE INFORMALIDADE, NO QUAL A BAHIA OCUPA A TERCEIRA POSIÇÃO NO BRASIL, JUNTO AO SEGUNDO MENOR  RENDIMENTO MENSAL ENTRE TRABALHADORES DO PAÍS. ALIE A ISTO, A TERCEIRA PIOR TAXA DE DESEMPREGO, 8,7%. 

OS PORTOS SÃO UM TERMÔMETRO DE UMA ECONOMIA, SE A OPERAÇÃO DIMINUI EM RELAÇÃO AO EXERCÍCIO PASSADO, SIGNIFICA QUE A IMPORTAÇÃO DE INSUMOS E EQUIPAMENTOS FOI REDUZIDA EM VIRTUDE DA FRACA ATIVIDADE ECONÔMICA, ASSIM COMO O ENCOLHIMENTO DOS ÍNDICES DE COMPETITIVIDADE. AFETAM  A PERFORMANCE DAS EXPORTAÇÕES.

A MOVIMENTAÇÃO PORTUÁRIA DOS PORTOS PÚBLICOS E TERMINAIS PRIVADOS DA BAHIA ATINGIU A MARCA DE 42,9 MILHÕES DE TONELADAS EM 2025, UMA QUEDA DE 1% EM RELAÇÃO A 2024.

OS PORTOS PÚBLICOS SOFRERAM QUEDAS RESPECTIVAS DE: 8,8 % SALVADOR, 13,3 ARATU E ILHÉUS 7,1 %. 

A BAHIA TEM A SEGUNDA MOVIMENTAÇÃO PORTUÁRIA DO NORDESTE, FICANDO ATRÁS DO COMPLEXO PORTUÁRIO DA BAÍA DE SÃO MARCOS, SENDO O FATO RELEVANTE A PERDA DE POSIÇÕES RELATIVAS EM RELAÇÃO A SUAPE - PERNAMBUCO, PECÉM - CEARÁ E AOS PORTOS DO MARANHÃO. 

EM SUMA, TODOS ESTES CENÁRIOS NEGATIVOS FUNDAMENTAM OS DEGRADANTES ÍNDICES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO DO NOSSO ESTADO.

LINKS DO BLOG REFERENTES AO ASSUNTO:

https://viajantesemporto.blogspot.com/2025/10/triste-bahia-porto-de-suape-2-full.html

https://viajantesemporto.blogspot.com/2025/05/a-bahia-avanca-rumo-um-futuro-tenebroso.html

https://viajantesemporto.blogspot.com/2025/04/a-bahia-o-apagao-logistico.html

https://viajantesemporto.blogspot.com/2024/08/a-bahia-ponte-as-ferrovias-os-portos.html

https://viajantesemporto.blogspot.com/2024/02/qual-posicao-da-fieb-quanto.html

https://viajantesemporto.blogspot.com/2023/05/acelen-um-vetor-desenvolvimentista-para.html

https://viajantesemporto.blogspot.com/2022/06/logistica-portuaria-e-venda-da-rlam.html

https://viajantesemporto.blogspot.com/2021/09/economia-baiana-um-processo-de.html

https://viajantesemporto.blogspot.com/2026/02/economia-do-mar-ou-empecilhos-ao.html

https://viajantesemporto.blogspot.com/2023/10/enseada-dos-tainheiros-ribeira.html

https://viajantesemporto.blogspot.com/2019/09/atividade-nautica-de-lazer-no-litoral.html

VEJAM AS REPORTAGENS A SEGUIR. 


EMPREGO

Bahia tem o segundo pior salário do Brasil, aponta IBGE

Mais da metade dos baianos são trabalhadores informais, aponta IBGE


Maria Raquel Brito

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 05:00


Comércio da Avenida Sete. Crédito: Arisson Marinho/CORREIO


A Bahia tem o segundo rendimento médio mais baixo do Brasil. Os trabalhadores baianos recebem habitualmente R$ 2.284 por mês, aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e divulgada na última sexta-feira (20).

Na edição anterior da pesquisa, entre 2024 e 2025, a Bahia tinha o terceiro menor valor. Em 2025, foi superada pelo Ceará (R$ 2.394) e caiu uma posição no ranking nacional dos rendimentos de trabalho, ficando acima apenas do Maranhão (R$ 2.228).

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Uma das áreas com alto índice de informalidade é a construção civil, por Shutterstock

Segundo Mariana Viveiros, supervisora de Disseminação de Informações do IBGE, o valor médio recebido pelos baianos pode ser explicado pela informalidade, que voltou a crescer após dois anos em queda e atingiu um recorde este ano no estado. A cada 10 pessoas que começaram a trabalhar entre 2024 e 2025, oito estavam na informalidade, atuando sem carteira assinada ou registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

Viveiros afirma que a informalidade dá espaço para vagas que pagam menos, com alta rotatividade e que não exigem uma grande especialização, para uma população que também tem desafios em termos educacionais – isso porque apenas 18% das pessoas ocupadas na Bahia têm ensino superior completo.

Edval Landulfo, economista e presidente do Conselho Regional de Economia da Bahia (Corecon-BA) reforça que a baixa renda – e, consequentemente, o baixo poder de compra – afeta de forma estrutural a vida dos trabalhadores baianos, uma vez que limita o acesso a necessidades básicas, perpetua desigualdades sociais e expõe essas pessoas à insegurança alimentar.

“Esse cenário reflete diretamente na qualidade de vida da população e gera um efeito cascata que vai perpetuar a desigualdade e limitar o desenvolvimento econômico. Não podemos ficar apenas preocupados com o crescimento econômico”, defende. “A disparidade da renda na Bahia é um dos maiores desafios, com uma forte desigualdade racial e de gênero. Principalmente as mulheres negras na Bahia enfrentam as maiores dificuldades no mercado de trabalho, com salários ainda menores do que a média, que já é baixa no estado.”

Entre as consequências do rendimento insatisfatório, Landulfo cita o baixo consumo e a fraca atividade econômica, uma vez que, com salários menores, o consumo de bens e serviços também diminui, freando a economia local. Adiciona também a dependência de transferência de renda pelos baianos. “A baixa remuneração no trabalho torna a população altamente dependente de programas sociais, principalmente os federais, como Bolsa Família, e estaduais também para a subsistência básica”, diz.

Mercado

No ano passado, na Bahia, o número de pessoas trabalhando cresceu em sete das 10 atividades econômicas, puxadas por informação e comunicação (+89 mil) e administração pública (+85 mil), que tiveram os maiores aumentos absolutos.

O maior crescimento percentual, porém, foi do segmento de outros serviços. Entre 2024 e 2025, a atividade teve um aumento de 21,8% (ou mais 61 mil pessoas), chegando a 341 mil trabalhadores no estado.

Entre os trabalhadores do estado, a maioria é formada por homens (seis em cada 10) na faixa de 40 a 59 anos (quatro em cada 10) e pessoas pardas (cerca de 54%), predominantemente com ensino médio completo (quatro em cada 10).

O nível de escolaridade é um dos fatores principais para justificar a precariedade de grande parte dos cargos exercidos pelos baianos. “A gente tem esse mercado de trabalho que ainda precisa de mais robustez, de mais solidez. Embora a gente tenha resultados dos setores econômicos positivos, inclusive da indústria, a gente vê, por exemplo, um saldo negativo de trabalhadores na indústria que exige uma mão de obra mais qualificada e que tem um emprego de melhor qualidade normalmente”, diz Mariana Viveiros.

Salvador e RMS

Em 2025, a taxa de desocupação também caiu em Salvador (ficando em 8,9%), atingindo a menor da série histórica. O município deixou de ter a maior taxa entre as capitais, caindo para o 5º lugar. Também houve queda na Região Metropolitana (indo a 10,1% de desocupação), mas a RMS continuou com a maior desocupação entre as 21 regiões metropolitanas investigadas.

No ano passado, o rendimento médio no município de Salvador foi de R$ 3.133, 10,7% maior que o de 2024, porém o segundo mais baixo entre as capitais. Na Região Metropolitana, o rendimento médio foi de R$ 2.945, 5,4% acima do valor de 2024, mas também o segundo menor entre as regiões metropolitanas.



PORTOS DA BAHIA MOVIMENTAM 43 MILHÕES DE TONELADAS EM 2025, 2ª MAIOR MOVIMENTAÇÃO DO NORDESTE. Redação - 19/02/2026 11:00 - Atualizado 21/02/2026


Os portos da Bahia movimentaram cerca de 42,9 milhões de toneladas em 2025, uma queda de 1% em relação a 2024. Com isso, a atividade portuária na Bahia é a segunda maior do Nordeste, abaixo do Maranhão, por conta dos minérios, mas acima de Suape, que movimentou 25,9 milhões de toneladas, e Pecém, com cerca de 20 milhões de toneladas.

Essa retração de 1% está vinculada principalmente ao ciclo dos granéis líquidos e à queda no embarque de derivados e na indústria petroquímica e derivados.

Os portos públicos da Bahia movimentaram 11,6 milhões de toneladas, sendo que o porto de Salvador registrou uma queda de 8,8% na movimentação, o porto de Aratu caiu 13,3% e o porto de Ilhéus 7,1%.

O destaque foi o Terminal de Cotegipe com alta de 27,8%, ganhando assim participação relativa, já que uma parte dos graneis sólidos migrou para lá.

O terminal da Enseada teve um aumento de 44%, embora em relação a uma base pequena, mas representando a retomada operacional.

Vale destacar que quatro portos respondem por 94% da movimentação portuária, de acordo com os seguintes percentuais: Madre de Deus 49,5% ; Terminal de Cotegipe 17,4%; Porto de Aratu 13,2%; Porto de Salvador 12,7%; Demais terminais 7,2%.

As informações são da ANTAQ. Veja abaixo a movimentação portuária de cada terminal em 2025. Veja o ranking.



JOSEMAR

ECONOMISTA - CORECON 2065

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

ECONOMIA DO MAR OU EMPECILHOS AO DESENVOLVIMENTO NÁUTICO DA BAÍA DE TODOS OS SANTOS - THE OCEAN ECONOMY OR OBSTACLES TO NAUTICAL DEVELOPMENT IN THE BAY OF ALL SAINTS


TENHO ACOMPANHADO AÇÕES GOVERNAMENTAIS, PRINCIPALMENTE ADVINDAS DA PREFEITURA DE SALVADOR, AS VEZES RESPALDADAS PELO GOVERNO DO ESTADO, EM RELAÇÃO À ATIVIDADE NÁUTICA DE LAZER NA BAÍA DE TODOS OS SANTOS, ALGUMAS VEJO COMO FATO MIDIÁTICO, SEM SE PLANEJAR A RELAÇÃO CUSTO BENEFÍCIOS DAS MESMAS. SE NÃO, VEJAMOS.    

NO ANO PASSADO, 2025, A PREFEITURA DE SALVADOR, QUESTIONOU O FUNDEIO DE EMBARCAÇÕES DE LAZER NO PERÍMETRO QUE VAI DO FAROL DA BARRA ATÉ O MORRO DO CRISTO, ALEGANDO-SE QUE ESTE SETOR É UM PARQUE MARINHO, EXIGINDO-SE CAUTELAS PORA SUA CONSERVAÇÃO.

O ALUGUEL DE EMBARCAÇÕES PARA ACOMPANHAR O CARNAVAL NA BARRA, TEM UMA RELEVÂNCIA SOCIAL E FINANCEIRA QUE NÃO PODE SER JOGADA AO LÉU. MUITOS ARMADORES ESPERAM ESTE MOMENTO PARA AMPLIAR RENDAS  COM CHARTER LEVANDO A CONTRATAÇÕES TEMPORÁRIAS DE PESSOAL DE BORDO. TODA ESTA FAINA ACONTECE NOS SEIS DIAS DE CARNAVAL, DE QUINTA - FEIRA ATÉ TERÇA - FEIRA.

PRAIA DO FAROL DA BARRA

http://www.bahia-turismo.com/salvador/barra/praia-farol.htm

A PREFEITURA DE SALVADOR OU ALGUM NICHO AMBIENTALISTA ALEGA QUE O FUNDEIO COM LANÇAMENTO DO FERRO, ÃNCORA VAI PROVOCAR DANOS NOS CORAIS LOCALIZADOS NESTE PARQUE MARINHO. VEJAM QUANTAS EMBARCAÇÕES FUNDEIAM EM MÉDIA NESTE SETOR, TALVEZ 100, QUAL A ÁREA QUE ESTES FERROS OCUPAM DA DELIMITAÇÃO DO PARQUE, CLARO QUE É DIMINUTA, ACRESCENTANDO QUE ALGUM CORAL ATINGIDO SE REGENARA EM POUCO TEMPO, ENQUANTO EMPREGOS E RENDAS PERDIDOS NÃO VOLTARÃO MAIS, FARÃO FALTA NESTE ESTADO CHAMADO BAHIA, QUE TEM A TERCEIRA MENOR RENDA DO NORDESTE.

NESTA TOADA VÃO PROIBIR ATÉ O FUNDEIO DE NAVIOS NA BAÍA DE TODOS OS SANTOS, ALEGANDO-SE SER MALEVÓLO PARA FAUNA, FLORA  E CORAIS. ONDE A BAHIA QUER CHEGAR, QUER VIVER DE CONTEMPLAÇÃO DA NATUREZA E AGRICULTURA FAMILIAR. QUEM AGRADECE É PERNAMBUCO COM O PORTO DE SUAPE E FORTALEZA COM PECÉM, ESTADOS QUE ENTENDEM A PERSPECTIVA DA ECONOMIA DO MAR, TANTO ASSIM QUE CRIARAM AUTARQUIA E EMPRESA PÚBLICA PARA GERIR, RESPECTIVAMENTE SEUS TERMINAIS PORTUÁRIOS, ENQUANTO A BAHIA JOGA SUAS FICHAS EM UMA PONTE DA ILUSÃO, SALVADOR ITAPARICA.


OUTRA AÇÃO É CERCAR A PRAIA DO PORTO DA BARRA, COM BÓIAS DE CONTENÇÃO PARA EVITAR QUE EMBARCAÇÕES CHEGUEM PRÓXIMAS DOS BANHISTAS, ORA, A MARINHA DO BRASIL E NÃO A PREFEITURA É RESPONSÁVEL PELA FISCALIZAÇÃO DA NAVEGAÇÃO EM ÁREAS ABRIGADAS E MAR ABERTO. A PREFEITURA DE SALVADOR NÃO DISPÔE DE JURIDIÇÃO E NEM TEM CAPACIDADE TÉCNICA PARA ESTE TIPO DE FISCALIZAÇÃO.  EMPRESAS E PROPRIETÁRIOS DE EMBARCAÇÕES OPERAM ALUGUÉIS PARA O PORTO DA BARRA, PARA QUE TURISTAS E MORADORES POSSAM CONTEMPLAR O POR DO SOL. MAIS UM INIBIDOR DE EMPREGO E RENDAS PARA ESTA CIDADE TÃO VIOLENTA E POBRE COMO  SALVADOR - BAHIA.

PRAIA DO PORTO DA BARRA

POR QUE A SECRETARIA DO MAR DA PREFEITURA DE SALVADOR E GOVERNO DO ESTADO NÃO FOCAM EM TRANSFORMAR A ENSEADA DOS TAINHEIROS EM SIGNIFICATIVO CENTRO NÁUTICO COM MARINAS, ESCOLAS NÁUTICAS PARA CRIANÇAS APRENDEREM A VELEJAR, ESCOLA TÉCNICAS ONDE PESSOAL DO SEU ENTORNO TENHA AULAS E CERTIFICAÇÕES EM PESCA, MARINHARIA, MÁQUINAS E ELETRÔNICA NAVAL E PRINCIPALMENTE RETIRAR A EXCRECÊNCIA DE UM CANAL QUE DESPEJA ESGOTO IN NATURA NA ENSEADA DOS TAINHEIROS.

POR ESTA INÉRCIA DOS NOSSSOS GOVERNANTES EM RELAÇÃO A NOSSA BAÍA DE TODOS OS SANTOS, A MAIOR DO BRASIL, POR OUTRO LADO PERNAMBUCO SAI NA FRENTE QUANDO INSTALA EM SEU TERRITÓRIO ESTALEIROS DE EMBARCAÇÕES DE LAZER, ENQUANTO A BAHIA NÃO POSSUÍ NENHUM.

A SEGUIR TRANSCREVEMOS ALGUNS LINKS DESTE BLOG QUE TRATA DO DESENVOLVIMENTO DA NÁUTICA DE LAZER NA BAHIA:










JOSEMAR

ECONOMISTA - CORECON 2065

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

TRISTE BAHIA - PORTO DE SUAPE 2 FULL CONTÊINER ATRACADOS, PORTO DE SALVADOR NENHUM - TRISTE BAHIA - PORT OF SUAPE 2 FULL CONTAINERS DOCKED, PORT OF SALVADOR NONE


CONFORME ARTHUR BRISBANE, QUE CUNHOU A FRASE, "UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS, POSTAMOS DOIS MOMENTOS, UM REFERENTE AO PORTO DE SUAPE COM DOIS FULL CONTAINER ATRACADOS, O MSC ELLEN E O SEASPAN EMPIRE, ENQUANTO NO TECON SALVADOR OS BERÇOS NESTE MOMENTO ESTÃO DESOCUPADOS, 13/10/25 ÀS 9h49.

O CENÁRIO NEGATIVO É TÃO EVIDENTE QUE O MSC ELLEN TINHA ESCALA PREVISTA PARA SALVADOR, MAS FOI CANCELADA, SENDO POSSÍVEL QUE OS CONTÊINERES DESTINADOS A SALVADOR TENHAM SIDO DESCARREGADOS EM SUAPE, E POR TRANSPORTE RODOVIÁRIO OU OPERAÇÃO DE TRANSBORDO SEJAM DIRECIONADOS PARA BAHIA. 

MSC ELLEN

https://www.marinetraffic.com/en/photos/of/ships/shipid:5629901/shipname:MSC%20ELLEN?order=date_uploaded

TUDO INDICA QUE A VENDA DA WILSON SONS - CONTOLADORA DO TECON SALVADOR, PARA A HOLDING MSC - MEDITERRANEAN SHIPPING COMPANY NÃO TROUXE RESULTADOS POSITIVOS PARA A ECONOMIA BAIANA.

PORTO DE SUAPE

https://www.marinetraffic.com/en/ais/home/centerx:-34.994/centery:-8.426/zoom:13

ESTE FATO APENAS CONCRETIZA O ESVAZIAMENTO ECONÔMICO DA BAHIA EM RELAÇÃO A PERNAMBUCO E CEARÁ. FRISAMOS QUE O PORTO DE SALVADOR HÁ MAIS DE DUAS DÉCADAS ERA O ÚNICO A MOVIMENTAR ESSE TIPO DE CARGA NO NORDESTE, SENDO SUPERADO POR SUAPE, DIANTE DO ESVAZIAMENTO ECONÔMICO ESTRUTURAL QUE O ESTADO DA BAHIA ATRAVESSA NESSES ÚLTIMOS 18 ANOS, COLECIONANDO ÍNDICES NEGATIVOS, PERDENDO POSIÇÕES RELATIVAS ENTRE AS UNIDADES DA FEDERAÇÃO. 

PORTO DE SALVADOR


PARA HOJE ESTÃO PREVISTOS ATRACAR EM SALVADOR O MAERSK LAMANAI E MSC KATRINA, MAS ESTÃO EM NAVEGAÇÃO VINDO DO NORTE.

A SEGUIR TRAZEMOS 3 LINKS DE POSTAGENS DESTE BLOG, ONDE TRATAMOS SOBRE A ECONOMIA BAIANA E SUA DESCIDA NA LADEIRA DA COMPETITIVIDADE.

https://viajantesemporto.blogspot.com/2021/09/economia-baiana-um-processo-de.html

https://viajantesemporto.blogspot.com/2025/05/a-bahia-avanca-rumo-um-futuro-tenebroso.html

https://viajantesemporto.blogspot.com/2025/05/a-bahia-avanca-rumo-um-futuro-tenebroso.html


JOSEMAR

ECONOMISTA - CORECON 2065

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

ESTALEIRO ATLÂNTICO SUL X ESTALEIRO ENSEADA - A BAHIA PERDE OPORTUNIDADE - ATLÂNTICO SUL SHIPYARD X ENSEADA SHIPYARD - BAHIA LOSES OPPORTUNITY


A BAHIA SE ESPECIALIZOU EM PERDER OPORTUNIDADES ECONÔMICAS EM RELAÇÃO A OUTRAS UNIDADES FEDERATIVAS E NO CENÁRIO REGIONAL, NESTE CASO REGIÃO NORDESTE. O ESTUDO DE CASO QUE TRAREMOS A ESTE ESCRITO REFERE-SE À INDÚSTRIA DE CONSTRUÇÃO NAVAL.

LINK SOBRE OPERAÇÃO DE DOCAGEMhttps://wilsonsons.com.br/pt-br/blog/docagem-entenda-os-detalhes-para-uma-manutencao-de-navio-ideal/

APESAR DE TODAS AS VANTAGENS COMPARATIVAS E COMPETITIVAS DO ESTADO DA BAHIA PARA ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS EM ESTALEIROS NAVAIS, A EXEMPLO DA POSIÇÃO DE MAIOR ECONOMIA DO NORDESTE E TAMBÉM AQUI ESTÁ LOCALIZADA A MAIS EXTENSA BAÍA DO BRASIL E SEGUNDA DO MUNDO, COM PROFUNDIDADES OPERACIONAIS PARA TRÁFEGO DE GRANDES NAVIOS, A DE TODOS OS SANTOSPERNAMBUCO SAI MAIS UM VEZ NA FRENTE MANTENDO O ESTALEIRO ATLÂNTICO SUL OPERACIONAL.

ESTALEIRO ATLÂNTICO SUL

https://sinaval.org.br/2012/11/estaleiro-atlantico-sul-lancou-ao-mar-o-petroleiro-zumbi-dos-palmares/

A OPERACIONALIDADE DO ATLÂNTICO SUL SE MANTÉM NÃO PELA CONSTRUÇÃO NAVAL, CERCEADA PELA OPERAÇÃO LAVA JATO, ONDE ENCOMENDAS SUPER FATURADAS FORAM CANCELADAS E SIM POR DOCAGEM OBRIGATÓRIAS, REGULADAS POR AUTORIDADE MARÍTIMAS E SOCIEDADES CLASSIFICADORAS. 

ESSAS OPERAÇÕES DE MANUTENÇÃO MARÍTIMAS SÃO INTENSIVAS DE MÃO DE OBRA, SEMELHANTE À CONSTRUÇÃO CIVIL, MAS, COM MAIOR QUALIFICAÇÃO TÉCNICA. A DOCAGEM TAMBÉM GERA INTENSA DEMANDA POR INSUMOS DIVERSOS RESULTANDO EM AQUECIMENTO DA ECONOMIA LOCAL..

É IMPORTANTE RESSALTAR QUE O ESTALEIRO PERNAMBUCO CONSTRUIU VÁRIAS EMBARCAÇÕES DE GRANDE PORTE, O ENSEADA FICOU A VER NAVIOS.

NAVIO MERCOSUL ITAJAÍ EM DOCAGEM

https://www.marinetraffic.com/en/ais/home/centerx:-34.974/centery:-8.380/zoom:17

ENQUANTO O TUP -TERMINAL DE USO PRIVADO ENSEADA, ATINGIDO TAMBÉM PELA LAVA JATO, NÃO CONSEGUIU COM APOIO DO GOVERNO DO ESTADO ALCANÇAR ESSE FILÃO IMPORTANTE PARA SUAS ATIVIDADES. REALIZOU UMAS TRÊS MANUTENÇÕES EM PLATAFORMA OFFSHORE, APENAS ISTO. CONSEGUIU LICENÇA PARA OPERAR COMO TERMINAL PORTUÁRIO PRIVADO E RECENTEMENTE CAPTOU ENCOMENDAS PARA CONSTRUÇÃO DE BARCAÇAS.

TUP ENSEADA

https://sinaval.org.br/2023/02/enseada-recebe-autorizacao-para-operacao-integral-do-tup/

JOSEMAR 

ECONOMIA - CORECON 2065