A BAHIA UM ESTADO POBRE COM GRAVES E MEDONHAS CARÊNCIAS SOCIAIS, QUE SE APROFUNDARAM A OLHOS NUS NESTES ÚLTIMOS 20 ANOS, TENDO SUA COMPETITIVIDADE NO AMBIENTE ECONÔMICO SE DILUINDO COMO GELO EXPOSTO AO SOL, PERDENDO ESPAÇO EM TERMOS DE PIB, NO NORDESTE E BRASIL, CARENTE DE ESTRUTURAS LOGÍSTICAS, A EXEMPLO DE TERMINAIS MARÍTIMOS, HIDROVIAS ( SÃO FRANCISCO) E FERROVIAS, COM RELATIVA PARCELA DA POPULAÇÃO VÍTIMADA PELA VIOLÊNCIA BESTIAL QUE VARRE SEU TERRITÓRIO. AGORA ASSISTIMOS A MATERIALIZAÇÃO DE UMA CORTINA DE FUMAÇA, UM MONSTRENGO A FERIR NOSSA BAÍA DE TODOS OS SANTOS EM TERMOS VISUAIS, AMBIENTAIS, ALÉM DE RESTRIÇÕES FUTURAS AO TRÁFEGO MARÍTIMO, UM VERDADEIRO CENÁRIO TERATOLÓGICO.
REAFIRMAMOS QUE NÃO SOMOS CONTRA A CONSTRUÇÃO DO EQUIPAMENTO, DESDE QUE SEJA EM MOMENTO ADEQUADO, O QUE ADIANTA VOCÊ COMPRAR UM CARRO E NÃO TER MORADIA DIGNA, ALIMENTAÇÃO, SERVIÇO DE SAÚDE, EDUCACIONAL E SEGURANÇA CONDIZENTE COM SEUS TRIBUTOS, SERIA UMA ILUSÃO, MASOQUISMO, NO MÍNIMO UMA IRRESPONSABILIDADE.
ESSA PONTE, TERIA SEU ACESSO EM SALVADOR NA REGIÃO DO FERRY BOAT E DO TERMINAL DE CONTÊINERES DO PORTO - TECON, QUE NA ATUALIDADE TEM RECEBIDO NAVIOS FULL CONTAINER DE 365 M, CUJA MANOBRA DE ATRACAÇÃO E DESATRACAÇÃO, SÃO COMPLEXAS, PRINCIPALMENTE ESTA ÚLTIMA, ONDE O NAVIO COM AUXÍLIO DE 4 REBOCADORES SAI DE RÉ, , PARA ADIANTE POSICIONAR SUA PROA RUMO A BARRA DA BAÍA DE TODOS OS SANTOS. DESENHE ESTE CENÁRIO COM PILARES DESTA TAL PONTE ABSORVENDO PARTE DO ESPAÇO DA BACIA DE EVOLUÇÃO, O QUE AMPLIARIA O RISCO DE ABALROAMENTO.
SERÁ QUE O SERVIÇO DE PRATICAGEM DO PORTO DE SALVADOR FOI CONSULTADO, OU TAMBÉM ESTÁ INEBRIADO POR ESTA TAL PONTE.
PORTO DE SALVADOR - TERMINAL DE CONTÊINERES
https://www.google.com/search?q=TECON+SALVADOR&sca_esv=
JOSEMAR
ECONOMISTA - CORECON 2065
quarta-feira, 20/05/2026 - 00h00
Por Mauricio Leiro
Foto: Divulgação
Criada no final do ano passado, a Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador–Itaparica (SVPonte) já gastou quase R$ 160 milhões apenas nos primeiros meses de 2026, conforme dados disponibilizados de forma institucional pelo portal da transparência do governo da Bahia.
Os pagamentos, que somam R$ 159,96 milhões, foram realizados em março deste ano, conforme o sistema do estado. A verba, segundo a gestão Jerônimo, serviu para regularizar o primeiro aporte no contrato de concessão firmado entre o estado e as empresas CRCC e CCCC, ambas da China.
O valor milionário representa 96% dos custos com pagamentos realizados pela SVPonte, criada há menos de sete meses pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), a fim de gerenciar o equipamento prometido desde 2009 pelo ex-governador petista Jaques Wagner (2007-2014).
O investimento é o primeiro dos R$ 3,3 bilhões em aportes públicos prometidos contratualmente pelo governo da Bahia. De acordo com o novo contrato avalizado no ano passado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), a gestão baiana deve pagar, nos primeiros 10 anos de vínculo, até R$ 271,6 milhões anualmente. Desta forma, mais R$ 114,3 milhões devem ser depositados ainda em 2026 pela Bahia para construção da ponte, cujas obras ainda não iniciaram.
O valor estimado do contrato é de R$ 6,9 bilhões, dos quais R$ 3,3 bilhões serão apenas de investimentos públicos do governo da Bahia, e o restante da concessionária operada pelas empreiteiras CCCC e CR20. Durante os 35 anos de concessão, no entanto, os valores projetados são de R$ 8,9 bilhões em recursos privados, dos quais R$ 8,6 bilhões serão realizados nos seis primeiros anos.
O contrato anterior tinha valor estimado de R$ 7,6 bilhões, mas os aportes públicos eram menores: R$ 1,5 bilhão.
MOVIMENTAÇÃO NA OBRA
Segundo Jerônimo, “esse material será transportado para Maragogipe, onde ali na enseada terá um canteiro de obras”. “Parte desse material também será encaminhado para Veracruz para que os canteiros de obras possam ser instalados, e a partir daí, o início da obra da ponte começa já a partir dessa chegada do material. As licenças ambientais, tudo cuidado. As tratativas estão sendo coordenadas pela Secretaria Estadual que cuida do SVO, do Sistema Viário e da Ponte”, garante.
Com 12,4 km de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos, a estrutura será a maior da América Latina sob lâmina d’água e vai se conectar na região do Terminal Marítimo São Joaquim (Ferry-Boat). O projeto também conta com uma nova rodovia em Vera Cruz e a duplicação de trechos da BA-001. O prazo final de entrega é junho de 2031.
CONSULTORIA
Além dos aportes mencionados, a pasta da Ponte desembolsou outros R$ 673,5 mil para a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em abril. O valor é referente à primeira "mediação do contrato de consultoria conforme entrega do plano de trabalho".
Esse não foi o único pagamento feito para a empresa. Em setembro de 2025, foi divulgado que a gestão Jerônimo Rodrigues (PT) contratou a Fipe para prestar serviços técnicos especializados de consultoria e apoio multidisciplinar por R$ 4,95 milhões. À época, o governador tentou descredibilizar o próprio relatório contratado ao classificar como "ridículo e fake".
Já em janeiro de 2026, o governo baiano publicou uma nova movimentação referente ao projeto de implementação da Ponte Salvador-Itaparica. Na ocasião, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) foi novamente contratada, através da Secretaria Extraordinária criada para o novo equipamento, para prestação de serviços técnicos especializados de consultoria para apoio e assessoria.
O valor estimado do contrato é de R$ 18.347.448, com vigência prevista de 36 meses, e ele foi fechado por dispensa de licitação. O ato foi assinado, no dia 6 de janeiro de 2026, pelo secretário da SVPONTE, Mateus da Cunha Dias.
CEO FORA
Outro tema envolvendo a Ponte nos últimos meses foi a substituição do diretor-presidente da concessionária responsável pela construção do equipamento. Em paralelo, o projeto voltou ao centro do debate público após a autorização de uma dragagem de grande porte na Baía de Todos-os-Santos, alvo de questionamentos por especialistas e ambientalistas.
GARANTIAS DADAS
Para assegurar os recursos para viabilizar o equipamento, o ex-governador Rui Costa (PT) criou, em 2021, o Fundo Garantidor do Aporte da Ponte (FGAP) - conforme Lei Estadual n°14.290/21 -, com objetivo de prestar garantia de pagamento do aporte de recursos. O valor total máximo desde fundo, estipulado em lei, é de R$ 750 milhões.
Dados publicados no portal da transparência indicam que, entre 2021 e 2025, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues injetaram R$ 1,3 bilhão neste fundo garantidor. No entanto, parte dos recursos foi devolvida ao estado, segundo a Secretaria da Fazenda (Sefaz). O governo não detalha se os recursos do primeiro aporte são oriundos deste fundo, tampouco quanto, no momento, há investido neste mecanismo de crédito.
A plataforma institucional estadual aponta apenas os pagamentos realizados ao fundo. Somente na gestão de Jerônimo, foram aplicados R$ 748 milhões. Entre R$ 2021 e 2022, Rui Costa depositou R$ 500 milhões. No total, houve R$ 1,25 bilhão em aplicações no fundo garantidor da ponte. Não há detalhamento do quanto foi retirado neste período.
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